De posse das mais novas decisões da Justiça Federal de Mato Grosso, as empreiteiras acusadas na operação Pacenas ingressarão com ações contra as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande caso as administrações não anulem as novas licitações de empreendimentos do PAC em curso. O objetivo é que os municípios reabilitem as construtoras na condução dos canteiros de obras que somam quase R$ 240 milhões.
O juiz titular da 3ª Vara Federal de Mato Grosso, Cesar Bearsi, revogou na semana passada, às vésperas do feriado, o seqüestro dos bens e contas bancárias das construtoras, em paralelo à anulação de todas as escutas telefônicas empreendidas pela Polícia Federal, base das provas do inquérito da operação Pacenas. Diante das decisões, o grupo de empreiteiras investigado na operação, vencedor das licitações originais do PAC em Cuiabá e Várzea Grande, defende que não há porque não ser reconduzido à execução das obras.
“De maneira alguma as empresas vão entregar esses contratos sem brigar por eles, em razão de tudo que se investiu, e não vão aceitar uma licitação agora sem se chegar a uma composição, a um acordo para o ressarcimento dos prejuízos. Se isso não ocorrer, será meramente jogar para a platéia a responsabilidade”, declara o advogado Paulo Fabrinny.
O caminho jurídico mais viável seria o ingresso de uma série de mandados de segurança na Justiça Federal, exigindo a anulação dos decretos assinados pelos prefeitos Wilson Santos (PSDB) e Murilo Domingos (PR) que cancelaram as licitações originais. A medida atendeu, à época, determinação feita pelo juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, que acabou sendo afastado do caso após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região ter determinado a redistribuição do processo da Pacenas, agora a cargo do juiz Cesar Bearsi.
Até a tarde de ontem, os efeitos da decisão pela revogação do sequestro de bens e valores bancários, contida em despacho assinado na quinta-feira passada (19), não haviam sido aplicados devido ao rito burocrático que envolve medidas judiciais. A Caixa Econômica Federal, a prefeitura de Cuiabá e o Banco Central (via sistema Bacen Jud, utilizado para o envio de ordens judiciais ao Sistema Financeiro Nacional, via internet) ainda seriam notificados oficialmente.
A expectativa das construtoras é que até os próximos dois dias as contas bancárias estejam desbloqueadas, com os volumes financeiros seqüestrados devidamente devolvidos, conforme prega a decisão do juiz federal. Ao embasar a revogação, Cesar Bearsi advertiu que, sem provas – com as escutas anuladas – só existem “indícios vagos” no processo, portanto, não havendo amparo às sanções financeiras às empreiteiras.
Ao todo, haviam sido bloqueados R$ 6,241 milhões nas contas bancárias de empreiteiras que integram o Consórcio Cuiabano, R$ 466 mil do Consórcio SPE Sanebem Saneamento, R$ 898 mil do Consórcio LGL Engenharia e Saneamento Ltda e R$ 679 mil da Elmo Engenharia Ltda.
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