Conselheiros sem Licitações, Rio-2016 dá R$ 46 Mi a Consultores


A candidatura do Rio de Janeiro a ser sede da Olimpíada de 2016 gastará R$ 46 milhões em consultorias, valor quase integralmente bancado pelo governo federal. O número significa cerca de 35% da estimativa de gasto da postulação atual (R$ 131,5 milhões) -haverá majoração pela alta do dólar.
Todas as contratações serão feitas sem licitação. Segundo especialistas ouvidos pela Folha, é comum comitês de candidaturas fazerem concorrências nesses casos, pois há mais de uma empresa no setor.
Do montante total, a União bancará R$ 46 milhões, enquanto o COB gastará R$ 270 mil. Apesar da pequena participação, o comitê decidiu a destinação de R$ 21 milhões. Outros R$ 25 milhões serão gastos diretamente pelo governo.
Sem licitação, o comitê já contratou os serviços da suíça EKS (Events Knowledge Services) para responder ao questionário da primeira fase do COI. Pagou, à época, R$ 3,5 milhões. Agora, repassará mais R$ 10,8 milhões à mesma empresa para a supervisão do dossiê final, além do gerenciamento e do planejamento da postulação do Rio até outubro de 2009, data da escolha da sede olímpica.
Com cúpula de australianos que trabalharam em Sydney-2000, a EKS foi criada após iniciativa do COI para repassar conhecimento de organização de eventos. E atuou no Pan.
Ao definir que o Rio seria candidato à Olimpíada de 2016, o COB usou como justificativa relatório da própria EKS, que dizia que a cidade "está em condições de se apresentar como forte postulante". Agora, a empresa lucra com a candidatura.
Em outro convênio, o ministério vai repassar R$ 7,2 milhões para o comitê contratar especialistas internacionais para um total de 17 temas dentro do dossiê de candidatura. Entre os assuntos, estão finanças, marketing e Vila Olímpica.
Segundo o COB, que não citou os nomes dos especialistas, os valores pagos foram baseados em "preço-referência internacional". Os convênios com o comitê foram firmados sem que fossem informados os nomes dos contratados.
De forma direta, o Ministério do Esporte contratou duas consultorias. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) vai elaborar estudo de "viabilidade das instalações esportivas e não esportivas propostas no dossiê" ao custo de R$ 12 milhões.
A outra contratada diretamente pelo governo para a Rio-2016 foi a Fundação Instituto de Administração, ligada à USP. Sua tarefa será, entre outras, "o apoio ao gerenciamento das ações do governo federal na candidatura". Pelo serviço, ganhará R$ 13 milhões.
O trabalho de ambas será utilizado para criar "um sistema padrão de orçamentação para eventos esportivos".
Elas já tinham sido contratadas pela pasta no Pan-2007. Na organização do evento, a FGV estimou gastos totais em US$ 178 milhões, em abril de 2001. O valor representa cerca de R$ 650 milhões, considerada a cotação do dólar de abril de 2001 e a atualização da inflação até hoje. Na verdade, todo o evento saiu por R$ 3,7 bilhões.
Segundo a FGV, a participação da União seria de R$ 158 milhões -também atualizados pela inflação. O valor foi multiplicado por 11 no mundo real.


05/11/2008

Fonte: Folha de SP

 

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