Concorrência ilegal da merenda deixa rombo de até R$ 1 milhão


A Prefeitura de Marília vai gastar R$ 1 milhão a mais com a merenda escolar para contratar uma empresa de São José do Rio Preto – que vence as concorrências nos últimos quatro anos – depois de desclassificar uma empresa da cidade no escândalo mais grave dos últimos mandatos em Marília.
É o pior escândalo por um motivo grave: um rombo feito em cima da alimentação de crianças nas escolas públicas e que começou no mandato do ex-prefeito Abelardo Camarinha para ser mantido na atual administração.
A revelação foi feita ontem pela família do empresário Remigio Gallo, dono da empresa descartada na licitação. Impedido de participar, ele revelou que apresentou na concorrência preço pelo menos R$ 1 milhão mais baixo e reafirmou a acusação de superfaturamento de preços e corrupção, divulgada com exclusividade pelo Diário.
Gallo deu ontem sua primeira entrevista em público depois de o jornal revelar o caso. Reafirmou que o chefe de gabinete Nelson Grancieri e o chefe de licitação, Paulo Hirose, tentaram corrompê-lo oferecendo outras concorrências, como da cesta básica, caso sua empresa desistisse da merenda escolar.
Deu a entrevista – que já havia apresentado ao Diário – para um canal fechado de TV enquanto o vice-prefeito Luiz Eduardo Nardi participava do programa.
“Doutor Luiz Nardi, quem deveria estar aí para se explicar era o senhor Nelson e o senhor Paulo”, disse Remigio Gallo.
Segundo o empresário, um funcionário da prefeitura acompanhou o encontro e presenciou a tentativa de extorsão. Ele disse que vai divulgar o nome caso necessário.
“Não posso falar no ar o que falei para ele, mas se fosse outra pessoa mandava chamar a polícia e prender”, disse.
Remigio Gallo disse que tem como provar a conversa ao lado do gabinete do prefeito Mário Bulgareli. “Essa licitação, o povo mariliense tem que saber, tem que saber sim, tem superfaturamento.”
O empresário lembrou ainda que teve problemas em anos anteriores e que cada vez a prefeitura muda o edital para prejudicar sua empresa na concorrência que movimenta mais de R$ 3,4 milhões.
Remigio e o filho, Paulo Gallo, participaram do programa por telefone. Segundo os empresários, existe esquema fraudulento na prefeitura para beneficiar a empresa SP Alimentação e Serviços, que mais uma vez ganhou a concorrência milionária.
“No ano passado fomos inabilitados porque não tínhamos o atestado de desempenho. Este ano nós temos este atestado e o problema é o balanço patrimonial”, disse Paulo Gallo.
Foram inúmeras manobras, segundo ele, para desclassificar sua empresa. Pedidos de certidões incompatíveis com a Legislação Federal, questionamentos duvidosos.
Além disso, a prefeitura teria desclassificada a empresa Gallo e publicado edital para abertura dos envelopes à véspera de um final de semana com feriado prolongado propositalmente.
“Quando não é bom para a prefeitura adiar mais, daí não tem mais necessidade (de mudar o edital)”, disse.
Segundo ele, a empresa não vai abandonar a batalha judicial e ainda espera ter sucesso em mandado de segurança, que pede anulação da concorrência pública.
“Uma última coisa. Também quero deixar bem claro que nossa empresa não irá mais participar nem dessa nem de outra licitação enquanto esta administração estiver no poder“, afirmou Paulo Gallo na entrevista ao Canal 9 da TV a Cabo.


28/07/2006

Fonte: Diário de Marília

 

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