O diretor-presidente da Concepa, Odenir José Sanches, comentou hoje o anúncio do governo federal, feito ontem, de abrir uma licitação para selecionar a empresa que construirá a segunda ponte do Guaíba.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Sanches disse que considera improvável alguma empresa assumir a empreitada sem aumentar o preço do pedágio praticado atualmente e ressaltou o alto risco do investimento. Isso porque, pela proposta, a empresa que vencer a licitação fará a obra em troca do direito de explorar os pedágios de Eldorado do Sul e os da autoestrada Osório - Porto Alegre, mas somente a partir de 2017.
— Não acredito que seja possível alguém efetuar todos os investimentos necessários, porque não é só a ponte, tem ampliação de capacidade porque são mais 20 anos, manutenção, conservação. Se colocar todos esses custos dentro desse contexto eu não acredito que seja possível uma tarifa menor do que a da Concepa.
Apesar de o ministro dos Transportes ter "descartado" a hipótese de aceitar a proposta da Concepa, o presidente disse que mantém a proposta de construir a ponte em troca da prorrogação do contrato de concessão por mais 20 anos. No entanto, o empreendimento não seria entregue até maio de 2014 conforme proposto inicialmente.
— Dentro dessa nova variável, se se chegar a algum acordo, com certeza seria lá por meados do ano que vem, e seria inviável executar a ponte para a Copa. Por outro lado, existe um preocupação com o custo dos içamentos para a Metade Sul: a cada três anos tem uma ponte paga, nova — ressaltou.
Pelas contas de Sanches, os içamentos da ponte custam em torno de R$ 250 milhões por ano ao Rio Grande do Sul, e a realização de uma nova licitação, com o envolvimento de outra empresa, atrasaria ainda mais a construção.
— A ponte permanece içada 250 horas por ano. Se considerar cinco dias por semana em horário comercial, é como se a Metade Sul tivesse 45 dias de feriados a mais do que o resto do Estado — argumentou, em defesa da urgência do projeto.
Sanches disse ainda que a Concepa não poderia participar da licitação que o governo pretende, uma vez que é uma sociedade com finalidade específica, mas que nada impede que os acionistas criem uma nova empresa para disputar a empreitada.
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