Compras por pregão eletrônico permite economia média de 42% nas compras de SC


O Governo de Santa Catarina economizou 42% no valor pago em três licitações realizadas por meio de pregão eletrônico. O modelo está em teste pela Secretaria da Administração (SEA) e pretende garantir maior transparência e reduzir custos nas compras do Governo. “A ideia é inverter a situação atual e que a maior parte passe a ser feita de forma eletrônica”, explicou o diretor de Gestão de Materiais e Serviços, Alexandre Tonini. A soma de todos os preços de referência, espécie de lance inicial para o pregão definido pelo Governo, era de R$ 12,81 milhões. Através da ferramenta, a administração pública conseguiu reduzir os preços para um total de R$ 7,45 milhões.
Nos últimos 12 meses, o Estado realizou 60 pregões presenciais e, somado aos eletrônicos, obteve uma economia média de 19%. A transição para o modelo será realizada de forma gradativa. A experiência começou no ano passado. “Mais três procedimentos vão ser realizados no formato pregão eletrônico como teste nas próximas semanas para depois ser disseminado por todo o Estado”, disse Tonini.
“A redução dos preços acontece pelo aumento da competição entre os fornecedores”, afirmou o diretor. No formato atual, o pregão presencial, há exigência de um representante da empresa presente. O novo modelo permite que empresas de qualquer local do país possam apresentar propostas após um cadastro online no Portal de Compras da Secretaria de Administração e o envio da documentação necessária.
O diretor explicou que o processo é realizado em parceria com os auditores da Fazenda, que ajudam na pesquisa dos preços de referência. Com a iniciativa, a SEA obteve, por exemplo, o melhor preço do país na compra de papel A4 para o Governo. De R$ 4,62 milhões, o preço final ficou em R$ 3,15 milhões, uma redução de 32%. “No mercado, para uma física, custa R$ 12 o pacote. No pregão físico, o Governo conseguia pagar 9,80 pelo volume de compra. Mas agora conseguiu o melhor preço do Brasil no ano passado: R$ 6,82.”
As outras duas compras foram de material para a Imprensa Oficial do Governo e a aquisição de testes de laboratório para a realização de análises imunológicas no Laboratório Central de Saúde Pública. Na primeira compra, o Estado economizou 41%, pagando R$ 2,3 milhões pelo material.
A aquisição dos testes, que inclui os utilizados para identificar a contaminação pelo vírus da Aids, é o caso em que houve a maior economia. O Estado pagava R$ 5,8 milhões no pregão presencial. Identificou que podia pagar menos e estabeleceu R$ 4,3 milhões como preço de referência. Ao final do processo, adquiriu por R$ 2 milhões. Economia de 65,5% comparado ao que pagava no pregão presencial e de 53,5% ao valor de referência.


03/08/2012

Fonte: FloripaNews

 

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