Cuiabá / Várzea Grande - O vereador Francisco Vuolo (PR), presidente da Comissão Processante que investiga o rombo de mais de R$ 7 milhões na Câmara de Cuiabá nos anos de 2007/08, afirmou que na oitiva realizada hoje com o ex-presidente da Casa, vereador Lutero Ponce (PMDB), ficou comprovada a responsabilidade do ex-gestor nos processos licitatórios.
"Ele não poderá negar que não tinha responsabilidade das irregularidades na gestão dele", afirmou Vuolo. O parlamentar republicano explicou que o próprio Lutero disse na oitiva que a função de primeiro-secretário é "decorativa", sem qualquer responsabilidade no ordenamento das despesas do legislativo. Lutero exerceu a função de primeiro-secretário da Câmara entre os anos de 2005/06, na gestão da atual deputada Chica Nunes (PSDB).
O presidente da Comissão justificou o não acesso da imprensa ao plenarinho da Câmara como uma forma de se respaldar juridicamente a reunião. "A defesa do vereador poderia contestar essa reunião caso fosse aberta ao público", explicou. Além disso, o vereador temia que a sala da reunião posse tomada por, além de jornalistas, partidários a favor ou contra o investigado.
Depoimento
No depoimento a Comissão, Lutero Ponce alegou que não havia esquema de fraudes as licitações realizadas pelo Poder Legislativo. Ele confirmou que participava das reuniões com os secretários da Câmara para analisar a demanda da Casa para a realização dos pregões.
Numa clara tentativa de desviar o foco das denúncias contra sí, Lutero Ponce acusou a delegada Luzia Machado, que presidiu as investigações contra sua gestão, de "buscar holofotes" com seu caso. Com essa declaração do vereador, a Comissão Processante poderá convidar a delegada a prestar esclarecimentos sobre as investigações realizadas na Câmara de Cuiabá.
Num dos intervalos da oitiva, Lutero ainda garantiu que não terá seu mandato cassado pelos colegas parlamentares.
Caso
Lutero Ponce é acusado pela Delegacia Fazendária de promover um rombo superior a R$ 7 milhões nos cofres do legislativo cuiabano. O esquema consistia em fraudar licitações públicas com objetivo do grupo arrecadar até 90% do valor contratado pela Casa de Leis.
Entre os crimes que o parlamentar irá responder à justiça está: formação de quadrilha, peculato, falsificação de documentos públicos e privados e outros.
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