CMTU volta atrás e mantém a licitação para a coleta de recicláveis


Seis dias após ter dado a palavra para a vereadora Sandra Graça (PP) e à cooperativa de catadores Coocepeve, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), através de nota oficial, comunicou nesta quinta-feira (23) que o município vai manter aberto o edital de licitação para a contratação de uma cooperativa ou empresa para a coleta de lixo reciclável no município.
Na última sexta-feira (17), durante audiência na Câmara Municipal convocada por Sandra Graça para buscar uma solução para o impasse entre CMTU e Coocepeve, o presidente da companhia, André Nadai, havia se comprometido em adiar até o dia 10 de março a licitação que foi aberta. A medida seria para que a Coocepeve pudesse providenciar a documentação necessária para participar do processo licitatório. A confirmação foi feita pela vereadora que coordenou a reunião.
A companhia, em nota oficial, informou que "com vistas de evitar novos prejuízos à prestação do serviço de coleta de recicláveis e atender aos anseios da população que aguarda uma decisão definitiva há meses, após análise da proposta da referida Cooperativa, a CMTU decidiu manter aberto o edital de licitação sem qualquer adiamento".
A alegação da empresa é que "tal decisão foi tomada em virtude das inúmeras reclamações da população do serviço de coleta seletiva, especialmente nas regiões até então atendidas pelas Associações de Catadores ligadas à Cepeve/Coocepeve".
De acordo com a CMTU, a contratação da Coocepeve para a prestação do serviço vem sendo negociada há mais de dois anos, mas que a apresentação de documentos "essenciais por parte da cooperativa impossibilitou que o contrato fosse firmado, causando grande prejuízo à prestação do serviço público de coleta seletvia, de modo que, não restou outra alternativa à administração se não a contratação de empresa por licitação".
Na última quinta-feira (16), durante entrevista coletiva, o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), atribuiu o impasse entre a CMTU e a Coocepeve questões político-partidárias. "Esta situação é resultado de disputa política e prova disso é que o advogado da Coocepeve é o mesmo de um vereador que é contra todos os projetos da prefeitura. A Sandra Araújo se aliou à oposição para desgastar nossa administração com receio de perder o domínio sobre seus 'liderados'. O que não pode acontecer é que o lixo fique acumulado propicie o avanço da dengue na cidade e prejudique a população", alegou.
No dia 9 de fevereiro, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, a vereadora Sandra Graça havia convocado a reunião para tentar colocar um ponto final no impasse entre Coocepeve e CMTU. No entanto, um dia após o anúncio da reunião, a companhia anunciou a publicação do edital de licitação.
A CMTU conclui a nota oficial divulgada nesta quinta-feira que as decisões apresentadas não afetam a política pública de incentivo aos catadores de materiais recicláveis. "O interesse da administração pública municipal em apoiar os catadores permanece incólume, todavia, a prestação dos serviços públicos será sempre prioritária de modo que não serão poupados esforços para a garantiada qualidade dos mesmos".


23/02/2012

Fonte: O Diário.com

 

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