A coleta de recicláveis em 37 mil domicílios da cidade que seriam atendidos pela Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve) será feita por uma empresa particular. A informação foi dada pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (10).
De acordo com Nadai, a cooperativa ficou de apresentar documentação nesta semana, mas não o fez. “Ontem [quinta (9)] no final do dia, eu encaminhei para a nossa coordenadoria de licitações, que está publicando edital na próxima segunda-feira de contratação de uma empresa terceirizada para fazer a coleta dos recicláveis na área que poderia ser da Coocepeve.”
A presidente da cooperativa, Sandra Araújo, explicou que uma documentação foi protocolada na última sexta-feira (3) na CMTU, ocasião em que ocorreu uma conversa entre ela, Nadai e a advogada da Coocepeve. Segundo Sandra, o documento que Nadai diz estar faltando é o plano de trabalho que já havia sido entregue no dia 27 de dezembro, mas foi recusado pela CMTU. Como a cooperativa pediu uma redução da área de coleta, o orçamento teria que ser refeito, o que Nadai entregaria nesta segunda-feira (6). “Pergunta se eles me entregaram os valores. Não tenho como fazer o plano de trabalho sem isso.”
O presidente da CMTU definiu a declaração de Sandra como “uma inverdade”. “Tivemos uma reunião na segunda, tenho até imagens que mostram a dona Sandra entrando na CMTU. E, na ocasião, foram passados os novos valores para a advogada deles, que anotou tudo. Eles têm os valores, mas nenhuma documentação nos foi entregue”, garantiu Nadai.
Outro imbróglio no caso diz respeito ao aluguel de três barracões por parte da Coocepeve. De acordo com Sandra, a CMTU não aceitou o barracão da Rua Paraguai, que já é da cooperativa, e exigiu que outros espaços fossem procurados. “Mas os que eles nos passaram já estão todos alugados”, reclamou. Nadai disse que colocou funcionários da CMTU à disposição da cooperativa para ajudar na retirada do alvará junto à Secretaria da Fazenda. “A responsabilidade de alugar os barracões também é das cooperativas. Ela nos falou, pelo menos na última sexta-feira que tinham três barracões já previamente acertados para locar esses barracões e agora estou tendo essa informação que ela está tendo dificuldade.”
A presidente da Coocepeve disse que a situação é um “esquema” contra o qual a cooperativa não tem condições de lutar. Ela acredita que a licitação está direcionada e chegou a citar o nome da empresa que venceria. “Eles querem contratar uma empresa pelos esquemas deles? Tudo bem. Mas ela fará só coleta e não triagem. Então, eles podiam continuar mandando esse material para a Coocepeve que ficou de fora e precisa muito.”
Sobre as acusações de que a licitação teria cartas marcadas, Nadai disse Sandra Araújo não tem conhecimento do edital para “fazer uma afirmação temerosa dessas”. “Agora, se ela tem alguma informação privilegiada, que faça uma denúncia, peça a impugnação do edital.”
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