Clóvis Volpi quer vender rua de Ribeirão Pires por R$ 1,5 milhão


Vende-se uma rua em Ribeirão Pires. Quem estiver disposto, precisa desembolsar R$ 1,5 milhão aos cofres da administração. O prefeito Clóvis Volpi (PV) enviou à Câmara projeto de lei que pede autorização para comercializar a Rua Domingos Mejias Morgado, no Centro Novo. Para o especialista em Direito Público, Alberto Rollo, o prefeito poderá incorrer em improbidade administrativa e até crime de estelionato.
"A rua é bem de uso público e comum. Se fosse terreno da prefeitura, até poderia se cogitar desafetação, mas em rua é muito estranho", ressaltou. Volpi se justifica dizendo que precisa aumentar a arrecadação e, para isso, fará licitação, na modalidade concorrência pública.
A Domingos Mejias Morado liga as ruas Stella Bruna Cecchi Nardelli e Felipe Sabbag e tem 1.394,33 metros quadrados. Segundo a Prefeitura informa na proposta, a área é avaliada em R$ 1,5 milhão. O Diário procurou imobiliária do município, onde o valor foi confirmado.
O espaço também é utilizado para estacionamento 45º. São 14 vagas para carros e 18 para motos. O projeto do Executivo prevê servidão administrativa para 505,43 metros quadrados. Servidão é o direito que autoriza o Poder Público a usar propriedade para execução de obras e serviços de interesse coletivo. O local, segundo Volpi, servirá à construção de duas calçadas. A área que será disponibilizada para exploração econômica tem 888,90 metros quadrados.
"Avaliamos o imóvel em R$ 1,5 milhão. Com o dinheiro poderei construir três creches e zerar o déficit da vagas que temos na cidade", afirmou Volpi. Ele disse que 300 crianças não tem onde ficar. Para engordar os cofres públicos, o verde também enviou projeto para reajustar a PGV (Planta Genérica de Valores), que elevará o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O valor máximo pode chegar até a 70%.
A Rua Domingos Meijas tem dois bares, um restaurante e um comércio. No entanto, sobre os estabelecimento há apartamentos residenciais. As ruas perpendiculares também têm prédios residenciais e pronto atendimento 24h. "Outro motivo para a venda é a baderna. Como o local tem bares, muitos jovens estacionam os carros e ligam o som alto qualquer horário", disse o verde.
Volpi espera vender o local para grandes empreendimentos como magazines ou bancos. "Assim arrecadaremos mais e criaremos novas vagas de emprego".
POPULAÇÃO - Os moradores, comerciantes e trabalhadores do local têm opiniões divergentes. O morador José Carlos Pires acha que o negócio será ótimo. "Como não temos boa fiscalização, a venda da rua reprimirá aqueles que fazem muito barulho." Funcionária de um pronto-atendimento na rua Stella Nardelli, Priscila Nascimento, contou que os jovens que ficam nos bares na proximidades já ocasionaram acidentes.


28/11/2009

Fonte: Diário do Grande ABC

 

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