A CGU (Controladoria-Geral da União) encontrou irregularidades nas obras de duplicação do sistema adutor do rio São Francisco, tocadas pela construtora Gautama, em Sergipe. A CGU informa que uma auditoria nas obras verificou que os contratos firmados entre a Gautama e a Deso (Companhia de Saneamento de Sergipe) provocaram um prejuízo de R$ 178 milhões aos cofres públicos --valores atuais. Em valores da época, o prejuízo seria de R$ 78,4 milhões.
A CGU informou que os maiores prejuízos foram provocados pela suposta prática de sobrepreço na compra de tubulações, válvulas e acessórios --R$ 36,6 milhões, em valores da época-- e pelos reajustes sobre os valores já superfaturados ao longo da execução do contrato --R$ 37 milhões, na ocasião.
De acordo com a CGU, a auditoria também encontrou direcionamento na licitação --suspeita de apresentar irregularidades e falhas formais. Esse direcionamento, segundo a CGU, favoreceu a Gautama --única a cumprir todos os requisitos do edital.
O projeto básico da obra foi feito pela empresa Enpro Engenharia, que tem vinculações com a Gautama, segundo escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, ao longo da Operação Navalha --que desarticulou uma suposta quadrilha especializada em fraudar licitações públicas.
12/01/2008
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