Centro de referência em Santos continua apenas no papel


Um centro de referência para o atendimento às mulheres vítimas de violência com sede no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, integrado com outras cinco unidades no Estado, formando uma rede de serviços continua apenas no papel.
Esse projeto foi divulgado em outubro de 2012, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), com implantação prevista para o início deste ano.
A medida é mais que necessária. Na região, de acordo com as estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), as delegacias da mulher instauraram 2.648 casos no primeiro semestre de 2013, representando quase 15 ocorrências por dia na Baixada Santista.
Hoje, as vítimas de violência sexual ou doméstica dão entrada no HGA e recebem os cuidados médicos e encaminhamentos para outros serviços, quando há necessidade.
Desde o anúncio do governador, uma comissão interdisciplinar foi montada para a implantação do equipamento. “Como são pessoas que vêm de uma vulnerabilidade imensa, não dá para atender de qualquer jeito. O atendimento tem de ser adequado”, afirma a assistente social Gisleine Calejon Savoy Zogaib, integrante do grupo que planeja a instalação do centro.
“A intenção é que a vítima não seja deslocada: todo o serviço prestado, desde o acolhimento até os retornos, aconteça no mesmo local, para evitar que ela fique exposta, nem mesmo em outros lugares do hospital”, explica a enfermeira Vanessa Eburneo Rodrigues.
Projeto
Além de capacitar os profissionais envolvidos e definir todos os procedimentos, a equipe do HGA já tem o local escolhido e o projeto arquitetônico pronto. Num bloco próprio, com entrada exclusiva pela Avenida Siqueira Campos (Canal 4), as vítimas terão em um único espaço todo o cuidado necessário.
O projeto conta com salas reservadas para atendimentos médico, psicológico, social, jurídico e uma brinquedoteca. “Entre 20% e 30% dos atendimentos de violência doméstica são pediátricos. Temos de ter um espaço para as crianças”, explica o obstetra Sergio Floriano de Toledo, outro membro da comissão.
Os integrantes do grupo fizeram algumas visitas ao Hospital Pérola Byington, equipamento paulistano que serve de modelo para o Governo Estadual. “Eles (a equipe do Pérola Byington) gostaram muito do nosso projeto, mas nos alertaram que não adianta começar sem a logística. Quando tiver isso, dá para se implementar o atendimento humanizado”, diz Toledo.
Funcionamento
O diretor médico do HGA, Erico Paulo Heilbrun, acredita que toda a estrutura – física e de pessoal – para o funcionamento do novo centro não ficará pronta neste ano. “Uma reforma deste porte pode durar uns seis meses. Mas, como toda obra, pode ir além”.
A Secretaria de Estado da Saúde informa que o projeto foi aprovado pela Vigilância Sanitária e que a licitação para a reforma do prédio destinado ao centro deva ser aberta nos próximos 30 dias.


19/09/2013

Fonte: A Tribuna

 

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