A Ceasa (Centrais de Abastecimento de Santa Catarina) em São José, na Grande Florianópolis, está com um processo de licitação aberto para a contratação de uma empresa de limpeza e gestão de resíduos sólidos e educação ambiental. A escolha da empresa ocorrerá na modalidade de pregão eletrônico na primeira quinzena de setembro. Essa licitação atende a determinação do TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Atualmente a limpeza dos 110 mil metros quadrados do local é feita pela UPC (Associação dos Usuários Permanentes da Ceasa) e o TCE orientou que o contrato deva ser transparente e para isso determinou a realização da licitação.
“Vamos fazer essa mudança na gestão para atender o órgão de controle e será bom para a Ceasa porque a licitação dará mais transparência”, comenta José Angelo Di Foggi, presidente da Ceasa.
O objeto do pregão eletrônico é a contratação de uma empresa especializada para a limpeza geral do prédio desde a varrição até a destinação final dos resíduos sólidos gerados pelos permissionários. A empresa contratada também terá que elaborar um PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos).
12 toneladas de resíduos
Diariamente, são produzidas cerca de 12 toneladas de resíduos na Ceasa. Uma parte é direcionada ao programa Mesa Brasil do Sesc (Serviço Social do Comércio), que atende famílias e instituições da Grande Florianópolis. Nesse primeiro semestre, mais de 646 toneladas de alimentos que iriam ser descartados, apesar de estarem perfeitos para o consumo, foram destinadas ao Mesa Brasil.
Com a operação dessa nova empresa, o presidente da Ceasa acredita que o volume de doação para o programa irá aumentar.
Além da sede em São José, a Ceasa tem outros dois mercados, um em Tubarão e outro em Blumenau. A sede é onde há o maior movimento diário, são cerca de quatro mil pessoas na baixa temporada.
Agricultura familiar
A maioria dos produtos comercializados na Ceasa tem origem da agricultura familiar catarinense, mas alguns são importados.
“No inverno não temos determinado produto. O comerciante busca fora do Estado. Lutamos para aumentar o comércio catarinense. Quanto mais nós diminuirmos a importação, melhor para nós. Claro que não adianta plantar cacau aqui, ou melão. Esses vamos ter que continuar trazendo de fora”, diz.
Os agricultores que vendem diretamente para o consumidor, fora dos boxes, representam 20% de tudo que é comercializado na Ceasa.
Novos mercados
De acordo com o presidente da Ceasa, está em estudo uma unidade em Joinville, onde já uma central, mas que é administrada pela prefeitura. Nesse caso a Ceasa passaria de municipal para estadual. Também há um projeto de abertura de uma Central de Alimentos em Lages e outra no Oeste “talvez Chapecó ou Xanxerê, naquela região”.
Uma outra mudança, ainda sem data para ocorrer, é no mercado de São José. “Precisamos melhorar a eficiência das três unidades. A de São José que está espremida com toda a vizinhança em volta, com problema de trânsito e falta de espaço interno. Então a gente quer mudar”, afirma Di Foggi.
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