A Câmara aprovou ontem, em segunda discussão, autorização legislativa para que a Prefeitura de Londrina contraia empréstimos de R$ 174 milhões para obras viárias, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Um dos empréstimos é de R$ 125 milhões e seu objetivo é fazer obras para a implantação do sistema chamado Bus Rapid Transit (BRT), com vias exclusivas para o transporte coletivo e ônibus bi-articulados cortando a cidade de norte a sul e de leste a oeste. O outro empréstimo, de R$ 49 milhões, também do PAC 2, prevê a pavimentação de ruas e execução de obras para permitir a interligação dessas vias, criando novas alternativas para o trânsito. O prazo previsto para quitação dos empréstimos é de 20 anos. Os dois projetos foram aprovados por unanimidade.
De acordo com o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Robinson Borba, as obras do BRT começariam no início de 2015 e demorariam cerca de três anos, respeitando prazo para detalhamento do projeto e o processo licitatório. Conforme o material encaminhado à Câmara, seriam duas linhas: a Linha Vermelha, no sentido Leste-Oeste, sairia das proximidades da PUC e iria até a Universidade Tecnológica Federal (UTFPR).
Essa linha terá 12 quilômetros de extensão, 12 estações de embarque e desembarque e um terminal de integração com bicicletário. Também estão previstos nessa linha três viadutos e uma passarela. O Ippul projeta uma demanda de usuários de 35 mil passageiros por dia nessa linha, que passa, por exemplo, pela avenida Leste-Oeste.
Já a Linha Verde, que fará a ligação Norte-Sul, passará pela avenida Dez de Dezembro e a rodovia Carlos João Strass. No sul, seu ponto final será no terminal Acapulco, que terá que passar por reforma. No norte, o ponto final será o Heimtal. Essa linha terá 12 quilômetros de extensão, 13 estações de embarque e desembarque, um terminal de integração com bicicletário, 4 viadutos e 4 passarelas. A demanda projetada pelo Ippul é de 45 mil usuários por dia.
“É uma obra extremamente importante porque Londrina tem um crescimento muito grande da frota e o transporte coletivo é a saída”, declarou Robinson Borba. Segundo ele, esse projeto pode “transformar a cidade numa grande rede de transporte coletivo, dando mobilidade e fluidez” ao trânsito. Borba ressaltou que um dos aspectos do projeto é incentivar o uso de bicicletas, permitindo que das estações, os passageiros possam se deslocar para outros destinos com esse transporte.
O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Mário Takahashi (PV), afirmou que “a ação é necessária” para a cidade e que “o município tem capacidade de endividamento”, daí a aprovação do projeto pelo Legislativo. Mas ele ponderou que “se o município pudesse quitar o empréstimo num prazo menor os encargos seriam reduzidos”. Ele defendeu que em vez dos 20 anos de prazo, a Prefeitura poderia pagar em dez anos, o que não foi acatado.
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