A Câmara de Campinas abriu licitação para contratar uma empresa que fará um estudo para a reforma de todo o prédio da Casa no ano que vem. O processo foi publicado no Diário Oficial do Município de ontem e é o primeiro sinal do presidente Campos Filho (DEM) em atender à pressão dos vereadores que reclamam da falta de estrutura das instalações, o que gerou um desgaste que se arrasta desde o começo do ano.
O prédio foi inaugurado em 2006.O valor da reforma será avaliado pela empresa vencedora — apenas o estudo terá um custo de R$ 136 mil —, mas um funcionário do Legislativo já fez um levantamento de uma série de espaços que deverão sofrer intervenções. A reforma terá de passar pelo teto, que está danificado; em todos os banheiros comuns; em parte dos gabinetes e plenário, que apresentam goteiras. Carpetes terão de ser trocados, assim como calhas de praticamente todo o prédio e o sistema de esgoto externo, que tem danificado toda rede interna da Casa. Os danos causados por manifestações realizadas no Legislativo este ano, com vidraças quebradas e estragos no revestimento acústico, também deverão “engordar” a lista de intervenções no local.
A Câmara funciona neste prédio — na Avenida Saudade, no bairro Ponte Preta — desde 2006, quando o Legislativo saiu do Paço Municipal. Para que a transferência ocorresse, uma megarreforma foi realizada no prédio já existente, onde estão instalados os gabinetes, e construído o espaço onde funciona o plenário. Mais tarde, durante a gestão do vereador Aurélio Cláudio (PDT) — de 2007 a 2008 — outra reforma pontual foi realizada. O ex-vereador Dário Saadi (SDD), presidente na época em que a Câmara foi transferida, afirma que o local deve precisar de intervenções, mas não de uma grande reforma. “Já são sete anos, mas nem por isso tem de passar por uma grande obra”, disse.
O chefe de gabinete da Casa, Valter Greve, afirma que, embora o local tenha passado por reformas constantes, não se surpreendeu com a necessidade de novas intervenções. Segundo ele, a obra deveria ter sido feita este ano, mas não foi possível por falta de funcionários suficientes para realizar o processo de licitação. “O nosso pessoal é reduzido. Mas sabemos das necessidades.”O clima esquentou nas últimas semanas quando Campos Filho anunciou que irá devolver R$ 30 milhões à Prefeitura, que sobraram do Orçamento da Câmara.
Os vereadores reclamam da falta de estrutura e acusaram o democrata de querer se promover em relação à economia.O vereador José Carlos Silva, o Zé Carlos (SDD), um dos que mais têm usado a tribuna na sessão para reclamar, apoiou a reforma. “A estrutura está péssima. Tem banheiro que nem descarga dá. Não sei por que esse presidente economizou R$ 30 milhões. Poderia ter usado para fazer melhorias.” A previsão é que toda obra seja feita em 2014.
13/12/2013
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