Foi generalizada a queixa de falta de medicamentos em Jaú neste ano – o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito para apurar o fornecimento de medicação na cidade.
A administração conseguiu comprar 135 itens, mas outros 128 seguem em falta porque a Prefeitura não conseguiu atrair empresas interessadas em participar da licitação, avaliada em R$ 12 milhões. Por semana, em média 40 determinações de fornecimento de remédios de alto custo complicam ainda mais o desorganizado sistema de entrega de fármacos.
O prefeito Rafael Agostini (PSB) atribui parte deste drama à burocracia do setor público.
“Eu não conheço nenhuma administração no Brasil que não tenha relatado falta pontual de medicamento”, afirma o chefe do Executivo.
Licitações dessa natureza, segundo ele, costumam criar disputas entre as empresas, que entram para impugnar as concorrências – isso quando a interrupção não parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Questionado por internauta, o prefeito reforçou que a Prefeitura não tem condições de abrir a unidade de pronto-atendimento (UPA) 24 horas no Residencial Bernardi. A administração gastaria em média R$ 500 mil por mês para manter o serviço. O mais provável é que o prédio abrigue central de especialidades. (JGD)
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