A Fels Setal, controladora do estaleiro Brasfels (ex-Verolme), deverá participar da licitação para a construção dos navios petroleiros da Transpetro. A afirmação é do secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, que disse que a direção da empresa garantiu a ele a participação, durante visita às instalações do estaleiro, realizada nesta terça-feira.
De acordo com Victer, havia rumores no mercado de que o estaleiro não participaria das licitações para focar suas atividades na construção de plataformas, já que venceu (em um consórcio com a francesa Technip) a concorrência da P-51 e P-52. O secretário informou ainda que a construção dos navios no estaleiro não atrapalham as obras das plataformas P-51 e P-52 que já começaram.
"Com pequenos investimentos, o Brasfels têm capacidade de construir navios de qualquer classe entre as encomendadas pela Transpetro, inclusive os Suezmax (petroleiros de grande porte). Isso sem interferir na montagem das plataformas", afirmou Victer.
Em relação às exigências financeiras para as empresas se habilitarem para a licitação, que o edital da Transpetro deve fazer, Victer afirmou que o estaleiro não deve ter problemas. Segundo Victer, além de ter boa situação econômica, o grupo Fels Setal já é responsável pelas obras de duas plataformas para a Petrobras que têm valor muito superior aos navios. Estima-se que os navios exigiriam investimentos de cerca de R$ 1 bilhão, enquanto que os contratos da Fels Setal para a construção da P-51 e P-52 somam quase US$ 2 bilhões.
"Apesar de acharmos as exigências financeiras do edital um equívoco, já que na construção de plataformas não se pede isso, não vejo problemas na qualificação da Fels Setal", afirmou Victer.
O secretário lembra que, no caso das plataformas, as garantias para o financiamento são dadas pela Petrobras, mas no caso dos navios, a Transpetro exige que o estaleiro seja o tomador do empréstimo.
Victer lembrou que, atualmente, além do início das obras de partes da P-51 e P-52, o Brasfels realiza a montagem final da P-48 e a construção de navios de apoio a plataformas dos armadores Delba e Maersk. Essas obras mantém 9 mil postos de trabalho no estaleiro, segundo o secretário.
Victer lembra que a P-48 foi construída quase que totalmente no país e ficou pronta em menos tempo do que a P-43, projeto gêmeo cujo casco foi convertido (a partir de um casco de petroleiro) no exterior. As duas foram construídas pela americana KBR (subsidiária da Halliburton), que subcontratou o Brasfels para a montagem da P-48. Segundo Victer, as obras da P-43, que deve entrar em produção em dezembro, começaram antes da P-48.
"Isso mostra que a indústria nacional não perde em competitividades para os estaleiros estrangeiros", afirmou Victer, ressaltando que a P-48 deverá sair do Brasfels em dezembro.
16/11/2004
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