BNDES pode licitar trem Londrina-Maringá


O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) espera que ainda neste ano possa abrir a licitação para concessão do serviço de transporte de passageiros em 14 trechos pelo Brasil, entre eles o de Londrina a Maringá. Com 121 quilômetros de extensão, esse é o trecho de maior investimento, mas também é um dos que apresenta maior retorno do mesmo.
A expectativa é apresentada pelo chefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano do BNDES, João Scharinger, que há quase três anos esteve na região apresentando o projeto. Além das cidades das pontas, a linha passa por outras nove: Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva e Sarandi - nessa seqüência.
O investimento necessário para colocar o transporte em funcionamento é de R$ 95 milhões. Por ano, a taxa estimada de retorno é de 47,2%. Conforme Scharinger, o custo é alto porque metade do trecho (entre Londrina a Arapongas) precisa ser duplicado. “Nesse trecho da linha férrea há um intenso transporte de carga. Por isso, não seria possível utilizar a estrutura já existente, tendo que fazer uma duplicação”, explicou.
Por outro lado, o retorno do investimento é significativo devido à expectativa de passageiros do transporte – cerca de 43 mil pagantes por dia. “O trecho dessa linha férrea não é dos mais longos, mas é um dos com maior concentração de pessoas – são mais de 1,2 milhão de habitantes nas onze cidades que o trem passaria. Além de que nas pontas estão duas cidades importantes”, ressaltou o chefe do departamento.

Prioridade
O estudo para reativar os trens de passageiros foi feito em 1997. Quatro anos depois, foi atualizado. Ao todo, quatorze trechos foram considerados viáveis para a modalidade. No Paraná, quatro regiões foram estudadas, mas apenas o trecho de Londrina a Maringá foi considerado viável para o projeto. A partir de 2002, quando o projeto foi apresentado na região, começou a ser estudados pelas prefeituras e lideranças locais.
A expectativa positiva quanto ao encaminhamento das licitações veio com o novo governo federal. “O governo anterior declarou que não tinha interesse no projeto. O atual se mostrou interessado. Agora, também há o apoio da nova direção do BNDES, mais preocupada com o desenvolvimento regional”, explicou Scharinger.
As linhas devem começar a funcionar a partir da licitação de concessão do serviço pelo Ministério dos Transportes. “Ela pode sair neste ano, só depende da decisão do ministério, de uma vontade política. A vantagem é que o ministério já tem recursos para fazer um estudo atual e mais detalhado do transporte e o Ministério das Cidades, que se preocupa com o desenvolvimento local, também tem recurso para fazer um estudo urbano do trecho onde a linha passaria”, ressaltou o chefe.

Interesse
Conforme o secretário da Fazenda de Londrina, Wilson Sella, há interesse municipal que a linha entre em funcionamento, mas esse deve ser um investimento privado. “Nós não temos recurso para isso”, disse. Em 2002, ele acompanhou a apresentação do projeto em Londrina e chegou a ir no ano passado para o Rio de Janeiro (onde fica a sede do BNDES) para discutir o assunto.
O diretor executivo do Instituto de Desenvolvimento Regional de Maringá, Sebastião da Silva de Freitas, também afirmou que o projeto é interessante, mas depende de investidores. Conforme ele observou, o projeto já foi apresentado para investidores estrangeiros.


12/01/2005

Fonte: Jornal de Londrina

 

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