BNDES disponibiliza R$ 10 bilhões


SÃO PAULO - As discussões sobre megaprojetos energéticos, como as hidrelétricas do rio Madeira (RO), ganharam força nas últimas semanas com a divulgação de recursos que poderão ser disponibilizados em 2007 por instituições de fomento e entidades ligadas ao setor. Conforme informou a este jornal o chefe do departamento de energia elétrica do BNDES, Nelson Siffert, o banco poderá disponibilizar em 2007, aportes entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. Este valor poderá ser alterado e atingir R$ 10 bilhões, considerando o Complexo Madeira.
"O BNDES não tem recursos específicos para esse projeto, mas tem capacidade para financiar. Um empreendimento desse porte poderá contar também com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), com o mercado de capitais na emissão de debêntures, por exemplo, além de bancos repassadores e instituições unilaterais", garantiu.
O executivo disse que a instituição aguarda o ajuste que será feito na licença ambiental para a construção das duas usinas, Santo Antonio (3.150 MW) e Jirau (3.350 MW). "Todos os esforços estão concentrados este ano em grandes empreendimentos como Estreito (TO), Salto Pilão (SC) e Serra do Falcão (MG)", afirmou.
O BNDES tem disponibilidade de R$ 13,4 bilhões para investimentos e R$ 7,7 bilhões que podem ser desembolsados para 39 projetos que já estão em fase de análise. "O Madeira é importante para o mercado de capitais porque depois de licitado terá a mesma capacidade que a Cesp (Companhia Energética de São Paulo), isso significa que poderá constituir uma nova empresa de práticas corporativas", finalizou.
Já o presidente executivo da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mário Luiz Menel da Cunha, disse que a entidade está trabalhando propostas legais e institucionais para remover obstáculos do autoprodutor. "Estamos analisando o Madeira e Belo Monte (PA). Precisamos entender a rentabilidade que eles poderão trazer para os autoprodutores. Discutimos um certame específico desde 2002 e, por isso, não adianta olhar apenas para um empreendimento, estamos olhando para projetos estruturantes na Amazônia como um todo".
A Abiape pretende fazer uma solicitação à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para equacionar a questão ambiental e institucional. "É preciso que num mix de players como esse fique clara a participa-ção dos produtores independentes", diz ele, acrescentando que a entidade, além de estar focada nos projetos estruturantes na Amazônia, sempre esteve interessada em competir no mercado internacional.
O presidente da Abiape disse também que não existe um consórcio definido para investir no Complexo Madeira, o que existe é a disponibilidade de recursos na ordem de R$ 3 bilhões por ano que poderão ser utilizados estrategicamente para a geração de energia elétrica. "Na verdade não existe um projeto específico, e volto a repetir, que não podemos desconsiderar o potencial existente no País, não podemos desprezar esse filão", concluiu.
Enquanto as discussões sobre os novos rumos do Madeira ficam ainda mais intensas, os precursores do projeto já concluíram as etapas iniciais. Furnas Centrais Elétricas encerrou as audiências públicas e a Construtora Norberto Odebrecht aguarda as decisões sobre as licitações.
Para o diretor de investimentos da construtora, Irineu Berardi Meireles, a empresa está aberta aos investidores. "Encerramos a estruturação técnica e estamos nos preparando para disputar os leilões, lembrando que pretendemos conversar com investidores que queiram participar do investimento".
Com já havia antecipado a este jornal, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, acredita que o sinal verde para a construção das duas hidrelétricas previstas no megaprojeto Madeira, deverá ocorrer em outubro de 2007. Na última semana, o presidente da EPE afirmou em São Paulo que a data prevista para a realização do leilão da primeira usina, Santo Antonio, ainda não está confirmada, mas poderá ser em maio. "Vamos realizar o leilão do Madeira que pode ser um A-5 ou numa outra modalidade especial", garantiu Tolmasquim.
Ainda de acordo com a EPE, a estimativa do setor elétrico, é de fechar 2007 com aprovações da ordem de R$ 15 bilhões em financiamentos, montante maior que os R$ 16,5 bilhões utilizados nos últimos três anos. As usinas de Santo Antônio e Jirau deverão gerar, juntas, 6.400 MW até 2011. Esta quantidade, considerando que a energia média consumida por uma família seja de 200 kW mensais, as hidrelétricas do Madeira serão potentes o bastante para iluminar 14,5 milhões de lares por mês.
Pelo levantamento de Furnas e da Odebrecht as obras das duas usinas, estarão conluídas no período entre seis e dez anos.


04/01/2007

Fonte: InvestNews

 

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