RIO - O Ministério Público estadual obteve o bloqueio das contas bancárias das empresas J. América Locações e Serviços, ARP Comércio de Material Hospitalar, e JMR & A Diagnóstica, Científica e Hospitalar, dos irmãos José Mauro da Rocha Pinto e Alberto da Rocha Pinto, suspeitos de integrar uma quadrilha que fraudava licitações públicas na Prefeitura de Maricá. A decisão é do Juiz Daniel Vianna Vargas, da 2ª Vara de Maricá.
Segundo o promotor de Justiça Wagner Sambugaro, da 1ª Promotoria de Justiça de Maricá, o bloqueio das contas, que somam R$ 5 milhões, foi pedido com base no relatório enviado ao MP pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda. O documento indica que José Mauro vinha retirando altas somas das contas das empresas, mesmo depois que a Polícia começou a investigar o caso. O Promotor deve pedir em breve a quebra do sigilo bancário e fiscal dos suspeitos, em busca de informações que permitam identificar os beneficiários do esquema e esclarecer se há funcionários públicos envolvidos.
No dia 18 de março, três pessoas foram presas numa operação deflagrada por policiais da 82ª DP (Maricá) para desarticular uma quadrilha que fraudava licitações da Prefeitura de Maricá. Na ocasião, Foram presos o então secretário de Integração Municipal, Jarbas Irani Rodrigues Brizola; o "laranja" Milton da Silva Bento; e o empresário Carlos Alberto Pinheiros. Segundo a delegada Roberta Carvalho, titular da 82ª DP, as empresas envolvidas no esquema - fornecedoras de máquinas, medicamentos e material gráfico e fotográfico para a Prefeitura de Maricá - superfaturavam as licitações do município.
A Justiça expediu sete mandados de prisão temporária (por cinco dias) e 12 de busca e apreensão em endereços em Maricá e no Rio. Foram apreendidos diversos computadores e documentos nas residências dos acusados e nas sedes das quatro empresas suspeitas de envolvimento na fraude. No dia seguinte, a também "laranja" Sandra Rangel Rodrigues se apresentou à delegacia. Os empresários Alberto Rocha Pinto e seu irmão José Mauro da Rocha Pinto, além do "laranja" Mário Lúcio da Costa Novaes não foram localizados pela polícia e não chegaram a ser presos. Mesmo assim, a pedido da polícia, todos os sete tiveram seus mandados de prisão temporária revogados.
Após a prisão de Jarbas Brizola, o prefeito de Maricá, Ricardo Queiroz, o exonerou do cargo de secretário de Integração Municipal. Jarbas era secretário de Queiroz desde o primeiro mandato do prefeito, iniciado em 2001. Jarbas contribuiu com R$ 3 mil para a campanha de reeleição de Queiroz à Prefeitura de Maricá, em 2004, de acordo com informações do site do TSE.
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