Se no primeiro semestre as críticas foram duras em relação às medidas do governo federal que desagradaram aos interesses de prefeitos e parlamentares mineiros – como o veto da presidente Dilma Rousseff à medida provisória que garantia a ampliação de incentivos fiscais aos municípios mineiros que fazem parte da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) –, no segundo a situação se inverteu. Os anúncios de liberação de recursos para as obras de duplicação da BR-381 e da ampliação do metrô de Belo Horizonte colocaram a capital mineira, pelo menos em relação às promessas para liberação de verbas, entre as cidades mais beneficiadas pelos repasses da União este ano. Dos R$ 30 bilhões que serão investidos em infraestrutura, a cidade receberá R$ 3,5 bilhões.
No início de setembro, Dilma explicou, durante visita à capital, que a licitação para obras em dois trechos da chamada Rodovia da Morte deverá ser aberta ainda este ano. A estimativa de orçamento para a primeira etapa da obra é de R$ 770 milhões e o projeto prevê uma reformulação na rodovia, com redução de aclives e curvas.
Em relação às obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa, BH teve 100% de aprovação nos projetos enviados ao Ministério das Cidades. Na lista estão a construção de novas pistas exclusivas para o BRT (Bus Rapid Transit), intervenção no Bulevar Arrudas, ampliação da Central de Controle de Tráfego da BHTrans e abertura de duas vias de ligação, entre a Avenida Tereza Cristina e a Via do Minério (Via 210) e entre as avenidas dos Andradas e Cristiano Machado (Via 710).
No total dos recursos previstos pelo PAC da Copa, a capital mineira terá R$ 1,4 bilhão para investimentos até 2014. A única obra que não será realizada, segundo a prefeitura, é a construção das pistas para o BRT na Avenida Pedro II, que foi excluída do cronograma devido aos altos custos com desapropriações de imóveis. Os R$ 21,83 milhões já liberados para a obra serão usados no corredor de ônibus da Avenida Nossa Senhora do Carmo e o restante para melhoramento das outras obras do BRT.
Outro anúncio muito esperado pelos belo-horizontinos veio 15 dias depois, em 16 de setembro, quando Dilma falou da parceria com o governo do estado e prefeitura para os investimentos de R$ 3,16 bilhões na ampliação do metrô da cidade.
O prefeito Marcio Lacerda (PSB) se mostrou satisfeito com o resultado das negociações, que, segundo ele, aconteceram desde o início do ano entre os representantes mineiros e Dilma. “É importante destacar que Belo Horizonte vai receber 10% do total das verbas do PAC da Copa e do PAC da Mobilidade Urbana. Isso é uma vitória para nós”, destacou Lacerda, depois de confirmados os recursos para o novo metrô.
Grandes cidades
Em Curitiba, a presidente anunciou no mês passado os investimentos para a primeira etapa do metrô da cidade, com R$ 1,7 bilhão do Orçamento Geral da União e em financiamento do BNDES. Em seguida, Dilma anunciou em Porto Alegre a liberação de R$ 1 bilhão da União para a construção de 13 novas estações do metrô da cidade. As duas obras estão incluídas no PAC da Mobilidade Grandes Cidades, que distribuirá no total R$ 18 bilhões entre as principais regiões metropolitanas do Brasil. Outros anúncios deverão ser feitos pela presidente e representantes do Ministério das Cidades nas próximas semanas, entre elas já estão confirmadas verbas para Salvador e Fortaleza. Rio de Janeiro e São Paulo ainda não foram incluídas no cronograma de anúncios do governo federal para obras estruturais. O metrô de São Paulo, por exemplo, passa por ampliação com recursos do governo do estado.
Memória
Longa história
O metrô de Belo Horizonte começou a ser pensado na década de 1970 e até hoje não tem a extensão pretendida em seu projeto pioneiro, desenvolvido pelo Ministério dos Transportes. Ele previa uma ligação entre o Bairro São Gabriel, na Região Norte, e Betim, com um ramal Calafate/Barreiro, na capital mineira, e uma ligação até o Eldorado, em Contagem, totalizando 60 quilômetros de malha ferroviária e 22 estações. Quarenta anos depois, o metrô da terceira maior região metropolitana do país, com cerca de 5,41 milhões de habitantes, tem quase 29 quilômetros de linha, 19 estações e transporta 140 mil passageiros por dia. A implantação do trem metropolitano foi iniciada em 1981, com um cronograma para a conclusão em 1986. Em 1987, no entanto, as obras foram totalmente paralisadas. Somente em 1991 elas foram retomadas, sempre a passos lentos. A última ampliação do metrô em BH foi concluída em 2002.
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