Bancos disputam prefeituras paulistas


As prefeituras do interior de São Paulo transformaram-se na mais nova arena de competição da Nossa Caixa e do Banco do Brasil (BB). Correndo por fora estão dois outros grandes do mercado, Bradesco e Banespa.
A Nossa Caixa é o competidor mais agressivo desde o ano passado, quando trocou o projeto de espalhar-se por outros estados pela opção por ser um banco regional, com foco em funcionários públicos, prefeituras e pequenas e médias empresas. Além disso, a Nossa Caixa quer ser líder em clientes pessoas físicas no Estado de São Paulo até 2008.
Seus movimentos estão sendo monitorados pelos investidores uma vez que o banco pretende abrir o capital até o final do ano.
O alvo é promissor: o Estado de São Paulo contribui com um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e reúne 616,5 mil funcionários públicos municipais ativos, de acordo com o levantamento mais recente do IBGE (2001),15% dos 4 milhões espalhados pelo país.
Para atingir metas tão ambiciosas, o banco está se desdobrando. "Dentro da nossa estratégia, as prefeituras e seus servidores são clientes preferenciais. Daí o esforço para trazer as folhas de pagamento das prefeituras para o banco", disse o diretor presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro.
Um ponto fraco está sendo reparado: cresce rapidamente a presença física no interior, onde estão 65% dos negócios dos clientes, informou Monteiro. Apesar de ser controlado pelo governo de São Paulo, a Nossa Caixa não tem a maior a rede estadual, mas já está nos 645 municípios paulistas, com agência em 450 deles e correspondente bancário nos demais.
Segundo dados do Banco Central (BC), a Nossa Caixa tem 497 agências das quais 435 no interior; e o Banco do Brasil, 741 e 506, respectivamente. O Bradesco lidera com 1.081 agências no estado, sendo 681 no interior; e o Banespa possui 560 e 448, respectivamente.
Mas outras vantagens da Nossa Caixa são poderosas. O banco é agente do governo federal para distribuição de benefícios municipais e administra a bolsa eletrônica de compras governo estadual, da qual também podem participar os municípios. No seu site, há um espaço especial para as prefeituras.
A Nossa Caixa já tem a conta única e a folha de pagamento de aproximadamente 240 prefeituras paulistas; e cerca de 400 convênios para crédito com desconto em folha. Nos últimos dois meses, 32 prefeituras se tornaram clientes.
Nas prefeituras menores, disse Monteiro, o sonho de consumo é ter uma agência do banco. No Estado de São Paulo, ainda há cerca de 30 municípios sem agência bancária.
O Banco do Brasil tem parte da folha de pagamento mais disputada do Estado, a do município de São Paulo. Além disso, o BB é o responsável pelo pagamento dos salários em 300 municípios paulistas. Segundo Denilson Gonçalves Molina, gerente executivo de empréstimos e financiamentos do BB, os servidores públicos são um dos alvos principais do banco. O foco da instituição, porém, vai além dos municípios paulistas. "Somos um banco nacional e queremos atingir todos os municípios brasileiros", destaca Molina.
Uma das estratégias do BB agora é fazer mais convênios com as prefeituras para o empréstimos com desconto em folha. Na carteira de crédito consignado do BB, de R$ 1,8 bilhão, 85% dos recursos são emprestados para funcionários públicos. No convênio com a prefeitura de São Paulo, já foram emprestados R$ 30 milhões. O BB também tem outros convênios importantes no Estado de São Paulo, incluindo grandes cidades como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a região do ABC. O objetivo é levar a carteira para R$ 3,5 bilhão até o final do ano, diz Paulo Bonzanini, diretor de varejo do banco.
A temperatura da disputa vai subir porque o prefeito de São Paulo, José Serrá, manifestou neste final de semana a intenção de colocar em licitação o pagamento da folha de salários dos funcionários municipais, que totalizam 165,5 mil, dos quais 126 mil da administração direta. O projeto ainda está sendo elaborado.
O presidente da Nossa Caixa afirmou ter todo o interesse em ser o banco da prefeitura de São Paulo, mas prefere definir sua participação na disputa quando as regras estiverem estabelecidas.
Para os funcionários municipais, um dos principais atrativos da Nossa Caixa é o programa Banco do Funcionário Público, que oferece crédito mais barato e mais longo para quem é servidor municipal. O cheque especial, por exemplo, tem taxa ao redor de 4%, enquanto o cliente comum paga 7,9% ao mês, ainda assim a taxa mais baixa da pesquisa deste mês do Procon. No crédito pessoal, as taxas variam de 2,10% a 3,10%, dependendo do número de parcelas, menos do que os 4,10% pagos pelo cliente comum. No crédito imobiliário, os juros efetivos podem chegar até 9% ao ano, nas operações efetuadas via SFH, enquanto que o mercado pratica taxas tradicionais de 12% ao ano.
O crédito para o funcionário público tem prazos maiores. O crédito pessoal teve o prazo ampliado de 36 meses para 48 meses, em promoção válida até o final do mês.
Recentemente, o Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp) assinou convênio com a Nossa Caixa para a concessão de crédito com desconto em folha aos aposentados.


26/04/2005

Fonte: Valor On Line

 

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