Balneário Camboriú, no Litoral Norte, busca uma solução para um rio poluído que desemboca no mar da Praia Central, uma das mais visitadas do estado. A prefeitura deve lançar uma licitação para trocar tubulações para dar conta do escoamento do esgoto. A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) tenta autorização para utilizar organismos vivos para reduzir a poluição.
A área em que o rio se encontra com o mar fica no Ponto Norte e é apontada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) como local impróprio para banho.
Ligações clandestinas
O rio tem cheiro e cor de esgoto. A Emasa disse que uma parte do problema é por causa das ligações clandestinas de esgoto. Na região desse rio, a fiscalização tem encontrado mais de 30% dos imóveis com irregularidades no esgoto ou na caixa de gordura.
Na semana passada, a Emasa começou a lacrar o esgoto dos imóveis que já foram notificados, multados e que ainda não se regularizaram.
A prefeitura também deve lançar licitação nesse mês pra trocar toda a tubulação que fica nas ruas dessa região. Os tubos colocados 30 anos atrás não dão conta de escoar todo o esgoto, que transborda para as galerias que deveriam ter apenas água da chuva. Mas essas ações devem ter efeito na água do mar só na temporada do ano que vem.
Organismos vivos
Conforme a Emasa, o que teria efeito para esta temporada seria o uso de biorremediadores, que são organismos vivos que reduzem a poluição da água. O órgão municipal pediu autorização ao IMA para usar esse método - mas foi negado.
Na decisão, o Instituto disse que, ao usar os biorremediadores, a Emasa iria atenuar a consequência, que é o rio poluído, e não a causa, que é o problema dos esgotos.
O IMA também argumentou que não existem garantias de que esses organismos não trariam outras consequências para o meio ambiente, como a proliferação de algas.
A Emasa apresentou novos documentos comprovando as ações que tem feito e também fez um outro pedido: de se responsabilizar pelos testes e pelas consequências deles.
"É uma aplicação diária. Portanto, qualquer problema que possa acontecer, suspende-se a aplicação e não se tem nenhum tipo de prejuízo. Estamos esperando então a liberação para que a gente possa testar e prestar todas as informações desses testes pro Instituto, inclusive para que o instituto possa acompanhar esses testes pra saber se tem um impacto negativo ou não essa aplicação desses biorremediadores", afirmou o diretor-geral da Emasa, Douglas Beber.
08/12/2018
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