Aumenta chance da Boeing em concorrência de caças


São Paulo - A viagem do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil, marcada para iniciar amanhã, pode aumentar as chances da fabricante de aviões daquele país, a Boeing, de ser escolhida para produzir os 36 caças que deverão ampliar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com o presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), Gabriel Rico, apesar de existir uma preferência para que a francesa Rafale fabrique os aviões, "as chances dos EUA fornecerem via Boeing volta a ser relevante neste momento".
Questionado pelo DCI, o diretor do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos da US Chamber of Commerce, Steven Bipes - entidade americana escolhida pelo governo daquele país para organizar a agenda do presidente Obama junto ao setor privado no Brasil - afirmou que "é possível" que ocorra discussões entres os países sobre a fabricação dos caças à FAB. "O conselho não tem informação se isso vai acontecer agora. Mas seria um resultado excelente da visita", comentou.
Conforme mencionou Gabriel Rico, existe um acordo adiantado com a Rafale. Contudo, a divulgação da escolha foi postergada para 2012 por questões orçamentárias. No começo do ano, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que, com o corte anunciado de R$ 50 bilhões nas despesas previstas no Orçamento da União para 2011, não haverá espaço para definir o assunto no curto prazo.

Relações comerciais
Ontem, o presidente da Amcham, o diretor do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos e o diretor de políticas públicas da seção americana do Conselho Brasil-Estados Unidos, Diego Bonomo, apresentaram à imprensa quais devem ser os pontos discutidos com a equipe econômica de Obama, com empresários nacionais e norte-americanos e com o próprio presidente dos EUA, a fim de avançar as relações comerciais bilaterais entre os dois países.
Diego Bonomo afirmou que há grandes expectativas de que EUA e Brasil assinem o Tratado de Cooperação Econômica e Comercial (Teca, na sigla em inglês), o qual deve facilitar a definição de acordos no comércio e com relação a investimentos entre os países. "O Teca obriga que as duas nações discutam diversos acordos pendentes", acrescentou Gabriel Rico. Este acordo pode ajudar a resolver disputas comerciais que envolvem a Organização Mundial do Comércio (OMC), como é o caso das brigas envolvendo o comércio de algodão e o suco de laranja.
Além disso, o presidente da Amcham comentou que o momento é oportuno para que o Brasil utilize a comercialização do pré-sal como uma moeda de troca, ao solicitar a retirada de todos os subsídios impostos pelos EUA a produtos brasileiros. "Com a crise no Oriente Médio, ampliou o interesse do governo norte-americano no pré-sal brasileiro, especialmente para o seu suprimento no médio prazo. Isto cria condições para reivindicar o fim dos subsídios para todos os produtos. O setor privado, tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil, quer essa eliminação", diz. "Se houver uma sinalização de acordo neste aspecto com o presidente Obama, é possível que o congresso norte-americano aprove o fim de subsídios", acrescentou.
Neste aspecto, o presidente da Amcham destacou o caso do etanol, cujo governo brasileiro tenta reduzir os impostos cobrados na importação pelos Estados Unidos. "Isto é uma aberração comercial. Brasil e EUA têm que trabalhar juntos para que o etanol vire uma commodity", criticou Gabriel Rico.
Ele ressaltou que a visita do presidente Obama dará inicio ou retomará uma série de discussões importantes para o Brasil. "É uma oportunidade para se criar uma agenda de negociações com os Estados, principalmente no campo da energia e de infraestrutura", disse. No sábado ocorre um fórum empresarial, na qual uma delegação formada por 60 empresas nacionais e norte-americanas deve debater, segundo Diego Bonomo, questões de grande relevância para elas, que envolvem, além do pré-sal, a participação em projetos da Copa do Mundo de 2014, das Olimpíadas no Rio de Janeiro de 2016 e da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) "Talvez não tenhamos tempo de firmarmos um número grande de acordos concretos. Entretanto, esta visita deve acelerar as negociações em curso", ressaltou o presidente da Amcham.
Outro assunto de grande interesse no meio empresarial que deve ser retomado pelos governos, é sobre o tratado para evitar a dupla cobrança de impostos, conhecida como bitributação, que está sendo discutido desde 2007. Também são esperados avanços na cooperação no setor de aviação civil, permitindo mais voos diretos entre os países.
"De qualquer forma, a visita do presidente Barack Obama é um marco na história. É a primeira vez que os EUA olham o Brasil como uma relação bilateral de fato e não como uma visita a um país da América Latina. Após a viagem haverá uma intensificação das relações entre EUA e Brasil e, com isso, muito trabalho a ser feito", prevê Rico.


18/03/2011

Fonte: DCI

 

Avisos Licitações

17/01/2026

Limeira abre licitação para apreensão de animais por R$ 246 mil

A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria Mu...

16/01/2026

Estado publica licitação para reforma e ampliação da unidade da HEMOBA em Brumado

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) p...

17/01/2026

Amambai lança licitação de R$ 12,8 milhões para renovar frota de veículos

A Prefeitura de Amambai, a 338 km de Campo Grande,...

16/01/2026

Prefeitura lança licitação para pavimentar a Vila Mezzomo

Ponta Grossa lança, neste mês, a primeira de uma s...
Notícias Informativo de Licitações
Solicite Demonstração Gratuita