O secretário estadual de saúde, Assis Carvalho, afirmou que não existiu a licitação de medicamentos em quantidades exorbitantes, como vem sendo noticiado pelos meios de comunicação da capital. Denúncias mostravam que o Estado teria dado início ao processo de compra de 36 milhões de unidades do comprimido Diazepam, por exemplo. Segundo o petista, o que foi feito é apenas um registro de preço.
"Realizamos apenas um registro de preços, em convênio com seis estados e a prefeitura de Teresina, que pode significar uma redução de preço em 50% para a Sesapi na compra de medicamentos", explicou Assis Carvalho. Nessa modalidade de consulta, não há a obrigatoriedade da compra. Mas os estados e municípios conveniados podem comprar, pelo preço estipulado, o limite de unidades previsto no registro. "Se o Brasil inteiro comprar os medicamentos, então o Piauí terá um bom desconto quando fizer sua compra", acrescentou.
Vale ressaltar que o governador Wellington Dias afirmou que desconhece essa polêmica e que quem responde por essa questão é o secretário de saúde. Este, por sua vez, afirmou que registro de preço é o que há de mais moderno no Brasil no seguimento de consulta de preços e compras públicas. Sobre as notas publicadas na imprensa, Assis disse que se trata de informações inverídicas. "Quem disse isso é alguém que não entende de licitação, um analfabeto, um imbecil que falou besteira. E esses números saíram da cabeça de um maluco. com uma informação mentirosa daquela, vai ter algum maluco lá no Senado vendendo equívocos", disparou.
03/10/2007
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