A logística de transporte de grãos no Brasil terá uma grande transformação nos próximos anos com a entrada em operação do Arco Norte de exportações, que ligará o Mato Grosso ao Pará. A expectativa é de que parte do corredor comece a operar em nove meses.
No longo prazo, o Arco deverá concentrar ao menos um terço da produção de soja e milho do país, por meio dos portos de Itaqui (Maranhão), Santarém (Pará), Porto Velho (Rondônia) e Itacoatiara (Amazonas).
A BR-163 também permitirá a expansão dos portos de Santarém e do Porto de Vila do Conde, ambos no Pará, nos quais obras de expansão propiciarão aumento dos fluxos de exportação.
O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, prevê que o setor conseguirá economizar com o frete, em média, US$ 40 por tonelada quando a nova logística estiver a pleno vapor. "Será o nosso corredor de saída e melhorará a competitividade do país. Mas é preciso agilizar o processo", reclama Silveira.
Licitações de trechos de estradas que fazem parte do arco e precisam de melhorias, ainda estão em estudo, como as rotas que ligam Palmas (TO) a Belém (PA) e Imperatriz a São Luís,ambas no Maranhão.
Embora haja preocupação no mercado em relação aos leilões de ferrovias, devido ao modelo de concessões do setor, que dependerá de uma estatal para vender sua capacidade, Marcelo Dourado diz acreditar que haverá demanda para os leilões. "Porque as rodovias não são, definitivamente, solução para escoar produção de grãos. O mundo corporativo é mais que a Valec (estatal que que originará a nova empresa que venderá a capacidade das ferrovias)", afirma.
O importante, segundo representantes do setor de grãos, é que haja empenho do governo e do setor privado para modernizar e tornar eficiente o sistema de escoamento da safra brasileira, que tem crescido a níveis recordes nos últimos anos e esbarrado nos gargalos de infraestrutura.
Apesar das dúvidas com relação ao modelo proposto pelo governo, operadores logísticos já começam a se movimentar para o primeiro trecho ferroviário que será licitado, que liga Açailândia (MA) ao porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Segundo fontes do setor, empresas ligadas à logística da produção agrícola, como a multinacional Bunge e a brasileira NovaAgri, já vêm mantendo contatos com fornecedores para preparar terreno para a concorrência pelo uso da capacidade do trecho. A operadora Valor Logística Integrada (VLI), controlada pela Vale, é outra empresa citada entre as potenciais competidoras.
Com o objetivo de desverticalizar o setor, o governo propõe que a estatal Valec compre toda a capacidade de transporte dos novos trechos e revenda aos operadores interessados. A licitação para construção do primeiro trecho está prevista para outubro. O investimento previsto, segundo o plano de outorga aprovado em julho, é de R$ 3,25 bilhões.
O mercado espera adiamento do leilão do primeiro trecho para que o governo consiga sanar dúvidas do Tribunal de Contas da União (TCU) e apresentar soluções que melhorem a atratividade do projeto.
O programa de concessões de ferrovias, que prevê investimentos de R$ 91 bilhões na construção e modernização de 10 mil quilômetros de linhas férreas, faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), grande aposta do governo para impulsionar a economia por meio do investimento nos próximos anos, revertendo a dependência do consumo interno no desempenho do PIB. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já abriu consulta pública para discutir com o mercado as minutas de edital e contrato de concessão de dois outros trechos, que ligam Lucas do Rio Verde (MT) a Campinópolis (GO) e Estrela D'Oeste (SP) a Dourados (MS).
O Programa de Investimento em Logística tem aportes totais estimados em R$ 133 bilhões. Além de ferrovias, vai conceder trechos rodoviários. Para atrair investidores, o governo anunciou um pacote de financiadores, que inclui a participação dos fundos de pensão de estatais, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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