Araponga dos Correios agiu na licitação de uniformes em SP


SÃO PAULO - O araponga Joel Santos Filho revelou na terça-feira, durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios no Congresso, que também atuou na licitação de uniformes dos alunos da rede municipal de ensino da Prefeitura de São Paulo, em 2003, durante a gestão Marta Suplicy (PT). Santos Filho é o responsável pela gravação do vídeo no qual o ex-chefe de departamento do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, recebe propina.
Em depoimento na CPI, ao ser perguntado pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da Comissão, se já havia prestado anteriormente esse tipo de serviço, o araponga respondeu que tinha tentado 'travar' a licitação dos uniformes da rede municipal de ensino. Nesse primeiro trabalho, Santos Filho também atuou por orientação do empresário Arthur Wascheck, o mesmo que o contratou para filmar Marinho recebendo propina.
- Ele me disse que tinha vontade de participar com alguns clientes e mandou uma farta documentação. Eu falei que não entendia nada do assunto. Aí ele disse para ver o que dava para fazer para travar ou possibilitar que o grupo dele entrasse na disputa - revelou o araponga.
Os documentos incluíam um anúncio publicado nos Classificados do jornal Diário de S. Paulo que antecipava o resultado da licitação antes da abertura das propostas e um documento que falava em superfaturamento.
Na época, a Mix Pesquisa e Consultoria, que representava cinco confecções, protocolou uma denúncia na Ouvidoria do Município, afirmando que os preços dos uniformes poderiam custar R$ 6 milhões a menos aos cofres da capital.
Uma cópia dos documentos foi enviada para a Câmara Municipal.
- Quem assinava a denúncia era o Joel - disse na terça-feira o vereador Marcos Zerbini, que, em 2003, fazia parte da Comissão de Educação da Casa.
Os papéis continham também um laudo técnico afirmando que o tactel (tipo de poliamida), produto escolhido para os uniformes, inviabiliza a participação de empresas médias e pequenas na licitação. O tipo de tecido estaria reservado no mercado para as grandes confecções, impedindo as concorrentes menores de o adquirirem. Essa fato sugeria cartelização do processo.
Mesmo com a distribuição do dossiê, Wascheck não conseguiu entrar na licitação. O processo chegou a ser paralisado por alguns meses, mas, ao final, as vencedoras foram as empresas que já haviam apresentado as propostas. A Ouvidoria arquivou a investigação.
A ex-secretária de Educação, Cida Perez, divulgou uma nota na terça-feira na qual afirma que a "licitação foi concluída após apuração do caso pela Ouvidoria, que concluiu que todo o processo se deu de maneira regular."
Zerbini chegou a entrar com uma ação na Justiça ao lado do ex-vereador tucano Gilberto Natalini (hoje secretário de Parcerias da Prefeitura).
- Mas o processo não andou e a licitação foi concluída - afirmou Zerbini.


29/06/2005

Fonte: Diário de S.Paulo

 

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