Da reforma do píer de inflamáveis à construção de uma base de prontidão para acidentes. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está licitando 14 novos projetos executivos de diferentes necessidades do porto – que somam cerca de R$ 7,7 milhões – para que a execução possa ser licitada sem surpresas e mesmo para que o governo do Paraná tenha mais facilidade de pleitear recursos federais ou negociar parcerias privadas. “Cerca de 60% desses projetos está em andamento e o restante deve ser licitado até fevereiro. Hoje você não consegue fazer um termo de referência sem questionamentos e atrasos se não tiver um projeto de engenharia bem construído”, justifica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
Ele explica que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado de Paranaguá (PDZPO), aprovado em agosto do ano passado, listou as premissas necessárias para uma demanda que deve ser o dobro da atual em 20 anos – cerca de 44 milhões de toneladas foram movimentadas em 2012. “O que estou tentando fazer é criar um banco de projetos para o porto. Essa é uma meta para 2013. Para qualquer pleito de verbas ou mesmo parceria com empresas, as primeiras coisas que precisamos ter é projeto montado e licenciamento ambiental. Sem isso, você não gera condições para os investimentos privados”, complementa Dividino.
Prontos
Além dos projetos executivos em elaboração, a Appa também diz ter o básico da dragagem de manutenção – que aguarda uma licença do Ibama – e da reforma dos acessos terrestres ao porto – este executado pela refeitura de Paranaguá. Dividino explica que os R$ 124,4 milhões anunciados para a revitalização dos acessos terrestres pelo governo federal dentro do pacote dos portos anunciado em dezembro seriam para a execução desse projeto e que a dragagem de manutenção em questão nada tem a ver com a anunciada em Brasília. “Essa dragagem [de cerca de R$ 131 milhões] sairá de recursos próprios da Appa, nada tem a ver com os R$ 860 milhões que a segunda fase do Plano Nacional de Dragagem, da Secretaria Especial dos Portos, está destinando a Paranaguá e Antonina. Esta deverá ser feita pela SEP, em blocos de contratos de manutenção e aprofundamento com duração de dez anos em todo o país.”
O repotenciamento do Corredor de Exportação – reforma das correias e esteiras do terminal de granéis –, antes previsto para 2012, deve ser licitado nos próximos meses. Orçada em R$ 76 milhões, a intervenção deve ocorrer em etapas, exigindo breves reduções no trabalho do terminal. “A reforma não vai parar o Corex, mas diminuir o ritmo”, explica Dividino. A primeira “parada” do Corex deve ocorrer quatro meses após a promulgação da licitação.
20/01/2013
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