A promessa do governo de licitar ferrovias neste ano esbarra em problemas nos projetos e no curto espaço de tempo. Quando a empresa que irá operar o trecho ainda sem uso da ferrovia Norte-Sul for escolhida, uma das primeiras tarefas vai ser trocar a brita de má qualidade que foi usada pelo governo na construção. É o que admitem técnicos do poder público que estão em conversas com empresários de quatro grupos de dentro e fora do Brasil. É uma das ferrovias mais importantes do país e o principal projeto do governo no setor. Interliga o sistema ferroviário, como uma espinha dorsal, que começa no Maranhão, mas o trecho que leva até o fim entre Tocantins e São Paulo está sem uso.
O coordenador de projetos do programa de concessões do governo, Tarcísio Freitas, disse que espera receber o aval do Tribunal de Contas da União dentro de um mês pra fazer a licitação em setembro e assinar o contrato ainda neste ano. A empresa que assumir o negócio vai ter que fazer algumas adequações, o que o governo reconhece que pode reduzir o valor do leilão, mas diz que nem por isso deixa de gerar um bom investimento, estimado em R$ 3 bilhões. Além da troca da brita, a empresa concessionária vai ter que construir pontes, viadutos e o sistema de sinalização. Na melhor das hipóteses, o trecho só deve entrar em operação em 2020.
"Na proposta, com certeza, eles (empresários) vão dar o preço disso. O que não vai prejudicar nossa expectativa, porque o ativo é tão bom que a gente acredita que vai ter competição e eles vão dar o máximo para pegar esse ativo. No final das contas, eles vão assumir responsabilidade de refazer esse trecho. A greve dos caminhoneiros só mostrou que a gente precisava de uma estratégia ferroviária. Esse planejamento foi feito lá atrás, há dois anos, a gente está chegando agora no desfecho", explicou Tarcísio.
Dos 28 mil km de ferrovias no Brasil, 8 mil não são usados, e cerca de 20% nem têm condição de serem colocados em uso, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria. O problema na construção da Norte-Sul foi detectado pelo TCU, no início do ano. A Valec, estatal que fez a obra, diz que ainda está analisando a avaliação do ministro Augusto Sherman:
"Nós pegamos na brita e ela vira pó, como é que uma brita dessas pode sustentar um trem passando em cima dos trilhos?", questiona a estatal.
O governo também quer escolher ainda neste ano a empresa que vai construir a Ferrogrão, ferrovia que irá do Mato Grosso até o Pará. Tem também a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a Fiol, para o escoamento de minério da Bahia até Tocantins, que está 70% pronta, mas sem uso. Neste caso, a expectativa é publicar o edital em novembro e a assinatura do contrato ficaria para o próximo governo.
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