O governo estadual de São Paulo vai aumentar em R$ 104,4 milhões a verba destinada à recuperação, conservação e manutenção da Bacia do Alto Tietê neste ano, segundo a Secretaria de Estado de Saneamento e Energia. O valor corresponde a acréscimo de mais de 50% na verba já alocada para a região em 2010 - R$ 200,6 milhões - e será garantido por suplementação orçamentária assinada pelo governador José Serra (PSDB) nos próximos dias.
A verba vai custear um plano de trabalho elaborado pela secretaria após estudo de cinco meses realizado no fim do ano passado no Alto Tietê, área que compreende diversos municípios da Grande São Paulo e do alto curso do rio. Um dos focos do projeto são os piscinões. Prevê-se a finalização de quatro que já estão em obra e a construção de mais dois até o primeiro semestre de 2011. Isso elevaria a capacidade de armazenamento em 1,7 milhão de metros cúbicos, o que corresponde a 20% dos 8,5 milhões atuais.
O plano prevê também canalizar córregos, aumentar o recolhimento de lixo e sedimentos no fundo dos rios em 150% e remover mais de 1.300 famílias que ocupam regiões alagadiças na bacia. "Temos de tratar não só a malha hídrica, mas toda a região da Bacia do Tietê", afirmou a secretária Dilma Pena. De acordo com a secretaria, o pacote de licitações das obras será lançado até março.
Demora
Apesar de aprovar a limpeza do Alto Tietê, ambientalistas chamaram a atenção para a demora em remediar o problema. "É uma notícia ótima. O rio lá em cima está totalmente assoreado. Mas, se a retirada de entulho fosse feita antes, isso poderia ter minimizado as enchentes nas regiões de várzea, como o Jardim Romano. Quanto melhor as condições de escoamento, menor são as chances de inundação na várzea", disse o engenheiro ambiental e ex-presidente da Agência da Bacia do Alto Tietê, Júlio Cerqueira César Neto.
Para o professor do Departamento de Geologia Aplicada da Unesp de Rio Claro José Eduardo Zaine, apenas desassorear não vai resolver o problema. "É preciso fazer ações integradas, como controlar a construção irregular nas margens, o despejo de lixo e a impermeabilização das várzeas", disse.
Abastecimento
À mercê das chuvas e ainda preocupada com os níveis dos seus reservatórios, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem ao menos uma certeza - água não vai faltar para o abastecimento da região metropolitana pelos próximos dois anos, no mínimo.
Com o nível do Sistema Cantareira ainda rondando os 100%, simulações realizadas pela empresa mostram que, mesmo com uma precipitação bem abaixo da média nos próximos meses, o abastecimento está garantido até fevereiro de 2012. Se chover normalmente, a água do Cantareira pode durar até 5 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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