Após 2 anos de paralisação, prefeitura abre licitação de corredores de ônibus


A instalação dos corredores de ônibus nas vias de Campo Grande ainda não foi concretizada, mas já causa transtorno para moradores e comerciantes. Com obras paradas na Avenida Bandeirantes e na Rua Bahia, a prefeitura da Capital abriu, nesta sexta-feira, edital para relicitação da implantação das estações de embarque, após paralisação que já dura dois anos.

O andamento das obras está paralisado desde 2020 na Avenida Bandeirantes, e essa é a segunda licitação para instalar estações porque a empresa vencedora da primeira pediu rescisão de contrato.

A documentação de habilitação e a proposta deverão ser entregues até as 9h do dia 10 de janeiro de 2023. Essa é só uma das fases para que a obra seja efetivamente desemperrada e também precisa que a empresa termine a construção.

CORREDOR POLÊMICO
Moradores e comerciantes da região da Avenida Bandeirantes afirmam que são contra os corredores de ônibus e gostariam que a via voltasse a ser como era.

José Carlos dos Santos é dono de um estabelecimento que fica em frente a um dos locais em que deveria ser instalado uma estação de embarque e afirma que teve algumas reuniões com o antigo prefeito para pedir a mudança de local do ponto de ônibus.

“Eu tive que mudar a maneira de trabalhar. Antes, eu descarregava o material em frente da loja, e tive que locar um outro espaço para fazer isso. Já está há dois anos parado aqui, e não vem ninguém, além de ter acidentes de vez em quando. Em razão da falta de espaço e do fluxo grande de carros, os clientes vão embora”, relatou o empresário.

Valdirene Aparecida também tem um comércio na Avenida Bandeirantes e é moradora do local. A empreendedora comentou a respeito do baixo movimento durante as obras: ela é contra a instalação das novas estações, em razão do risco de segurança. “Teve várias reuniões na prefeitura, e eles disseram que já tinham começado assim e iam terminar assim”, afirmou.

Lojistas da Rua Bahia, que não quiseram se identificar, são contra a mudança na via e foram à Justiça para tentar barrar as obras.

Segundo os comerciantes, o corredor de ônibus vai reduzir drasticamente as vagas para estacionamento no local e prejudicar o comércio, além de não verem a necessidade da implantação das estações, já que não há um grande fluxo de ônibus e passageiros na região.

Passageiros do transporte público também não receberam bem as novas estações. Célia Galdino trabalha na Avenida Afonso Pena e embarca na Rua Bahia, mas ainda não viu obras na via. No entanto, teme acidentes caso a obra seja realizada e acredita ser mais necessário investir em melhorias nos pontos de ônibus já existentes.

“Fizeram esses terminais no meio da rua, estreitos, com estacionamento dos dois lados, já morreram quantas pessoas ali na Brilhante? Ali a rua ficou superestreita e muitos acidentes já aconteceram. Eu sou contra, e muita gente é contra, inclusive motoristas falam disso. É melhor colocar mais assentos nos pontos de ônibus, aumentar por causa da chuva, do que fazer aquilo no meio da rua”, comenta a passageira.

CONTRATO
O projeto de realização das obras é de 2011, quando a Prefeitura de Campo Grande conseguiu R$ 180 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, para investir no transporte público da Capital.

Para a Avenida Bandeirantes, eram foram previstos 2,5 quilômetros de drenagem e 3.890 m de recapeamento, entre o Terminal Bandeirantes e a Avenida Afonso Pena.

Atualmente, apenas as obras de drenagem e recapeamento foram concluídas, enquanto as sete estações de embarque previstas estão paralisadas.

Do valor total para as obras de melhorias do transporte coletivo, R$ 20 milhões seriam assegurados para construção de cinco terminais; R$ 110 milhões para a construção de 68,4 quilômetros de corredores de transporte coletivo; R$ 4,5 milhões para modernização do sistema de controle eletrônico; R$ 40,3 milhões para intervenções viárias; e R$ 6 milhões para estações de pré-embarque.

Os novos corredores deveriam ser instalados em todas as regiões da Capital, onde os ônibus circulariam em uma faixa exclusiva, com trânsito livre e semáforos sincronizados nos cruzamentos, reduzindo, assim, em até 20% o tempo de viagem.

A Avenida Bandeirantes faz parte do primeiro pacote de obras, iniciado em 2016, que, com as ruas Guia Lopes e Brilhante e a Avenida Marechal Deodoro, compõe o Corredor Sudoeste.

A Rua Bahia faz parte do Corredor Norte, que abrange as avenidas Mato Grosso, Cônsul Assaf Trad e Coronel Antonino e as ruas 25 de Dezembro e Alegrete. As obras das quatro estações previstas para a rua ainda não foram iniciadas.


19/11/2022

Fonte: Correio do Estado

 

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