A concessão das ferrovias previstas no Programa de Investimento em Logística enfrenta grandes resistências do mercado e dos órgãos de fiscalização.
Dos 11 trechos que estão previstos para serem licitados, apenas um -a extensão da Norte-Sul a Belém- tem licitação marcada para outubro, mas ela vai atrasar.
Isso porque o TCU (Tribunal de Contas da União) ainda não terminou a análise dos estudos, que precisam ser aprovados antes da publicação do edital.
Técnicos são céticos em relação ao modelo adotado pelo governo e apontam fragilidades que poderão levar a revisão dos estudos, adiando o leilão.
Em outro campo, empresas de construção e as atuais operadoras de ferrovia também têm demonstrado pouco interesse nesse negócio.
Para contornar essa resistência, o governo está tentando vender o projeto para empresas usuárias de ferrovias. No caso da extensão da Norte-Sul, tenta-se fazer com que a Vale, que já opera a maior parte dessa ferrovia, fique com o negócio.
24/08/2013
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