O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, afirmou hoje que a licitação que irá definir os consórcios que farão a montagem eletromecânica da usina nuclear Angra 3, de 1.405 MW, no litoral sul do Rio de Janeiro, deve ser finalizada até julho deste ano.
O prazo inicial para o começo da montagem eletromecânica de Angra 3 era maio de 2012, conforme disse Leonam Guimarães, assistente da presidência da Eletronuclear, em julho do ano passado.
O atraso, segundo o presidente, aconteceu por causa de recursos movidos durante o processo licitatório pelas empresas participantes.
O consórcio Construcap/Orteng chegou a recorrer ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a decisão da Eletronuclear de desclassificá-lo na fase de habilitação técnica, o que suspendeu o processo durante alguns meses. O Tribunal de Contas da União (TCU) revogou a medida cautelar que suspendeu o processo de pré-qualificação da licitação em dezembro do ano passado. Seguem na disputa os consórcios UNA 3 (formado pelas construtoras Andrade Gutierrez; Norberto Odebrecht; Camargo Corrêa e UCT Engenharia) e Angra 3 (formado por Queiroz Galvão, EBE e Techint). Outros três candidatos foram desclassificados na fase de pré-qualificação.
Pinheiro afirmou hoje que o início da operação de Angra 3 deve acontecer no fim de 2016 e não em meados de 2016, conforme o previsto. "Eu não considero isso um atraso", frisou Pinheiro. De acordo com o executivo, a ampliação do cronograma para a conclusão da construção de Angra 3 já era considerada como uma possibilidade. A previsão inicial para o início da operação de Angra 3 era dezembro de 2015.
Os serviços de montagem eletromecânica são os principais contratos da usina ainda em disputa. A licitação é dividida em dois pacotes de serviços. O primeiro cobrirá as atividades da área nuclear, no valor de R$ 850 milhões. O segundo pacote é voltado para os sistemas convencionais da usina, no valor de R$ 1,08 bilhão. Angra 3 demandará investimentos totais de aproximadamente R$ 10 bilhões, a preços de junho 2010.
Angra 2
Assim como Angra 1, a usina nuclear de Angra 2 também vai parar para manutenção no começo de 2013. Enquanto Angra 1 parou no sábado e ficará fora do Sistema Interligado Nacional (SIN) por 56 dias para troca da tampa do reator e substituição do combustível, Angra 2 terá a operação interrompida em maio para troca de combustível, o que deve levar 25 dias.
Pinheiro da Silva afirmou que as paradas foram decididas desde o ano passado e seguem uma questão de segurança. Segundo ele, a saída de operação das usinas nucleares é programada para ocorrer no período úmido, quando, teoricamente, a situação dos reservatórios das hidrelétricas costuma ser favorável.
O problema é que este ano o nível dos reservatórios está no patamar mais baixo desde 2001 e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foi obrigado a despachar todas as térmicas para poupar água nas hidrelétricas.
"São Pedro deu uma de Neymar na gente. Nos deu um drible", disse Pinheiro, ressaltando que em nenhum momento foi cogitada a hipótese de as paradas programadas serem adiadas. "Não há como não parar. Não houve pedido [para adiar]. Mesmo que houvesse, temos que colocar combustível [nas usinas]", acrescentou.
A última parada de Angra 1 havia sido em setembro de 2011, enquanto Angra 2 parou pela última vez em abril do ano passado.
A troca de combustível, segundo Pinheiro, tem que ocorrer, em média, uma vez por ano. Em Angra 1 também haverá a troca da tampa do reator, necessária porque na época da construção da usina utilizava-se um material que sofre corrosão devido ao ácido bórico existente na água usada no reator. Em Angra 2, o material da tampa do reator já é resistente ao ácido bórico.
"É a primeira e última vez que trocamos a tampa do reator", frisou Pinheiro.
Hoje, Angra 2 gerou 1.355 MW médios para o SIN, enquanto Angra 1 gerava, antes da parada, 623 MW médios.
11/01/2013
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