Com a possibilidade de as operadoras não conseguirem comprar freqüências de terceira geração (3G) no leilão previsto para terminar hoje em Brasília, o superintendente de serviços privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, disse que o órgão pode fazer nova oferta de 3G em 2008.
A Anatel reservou uma banda de freqüência para ser licitada separadamente, alegando que, assim, poderia incentivar a entrada de novas empresas no país. O interesse da Nextel neste leilão, porém, pode fazer com que grandes operadoras como Vivo, TIM ou Claro, que têm cobertura nacional, fiquem sem freqüência em alguma região. Até agora, a Nextel tem alongado as disputas e elevado os ágios, mas não arrematou nenhum lote.
Segundo cálculos do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, entre 2008 e 2011, a previsão de gastos das empresas de celular é de R$ 6 bilhões com as licenças de operação e os compromissos de abrangência. Além disso, estima, seriam investidos mais R$ 4 bilhões em melhorias das redes.
A Anatel estabeleceu que os compradores das freqüências 3G terão de garantir a cobertura inclusive em cidades pequenas. O órgão calcula que desde 2000 foram aplicados R$ 21 bilhões na compra de licencas e R$ 46,7 bilhões na implantação das redes.
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