Alckmin investe R$ 1 bi em rede de esgoto no litoral de SP


Iniciar obras orçadas em até R$ 1,05 bilhão em nove municípios da Baixada Santista ao mesmo tempo é a tática que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pretende adotar até o final deste ano para evitar que o próximo a ocupar seu cargo interrompa o projeto de ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto da região.
Nesta quinta-feira, Alckmin autorizou a divulgação dos editais de pré-qualificação das empresas que pretendem participar da licitação referente a R$ 777,1 milhão em obras, divididos em oito lotes. Depois, outro processo deverá ditar o investimento de R$ 274,3 milhões no serviço de tratamento de água.
Parte da conta --R$ 571,5 milhões-- será financiada pelo JBIC (Japan Bank for International Cooperation). Segundo Alckmin, o valor "será gasto em cinco anos", período durante o qual devem ocorrer as obras, e "pago em 25", a juros de 1,8% ao ano. "Todas as grandes obras não terminam em um só governo. Quem entrar, receberá esta [obra] contratada, em andamento e com financiamento garantido. A hipótese de não terminar não pode ser admitida", disse.
Enquanto isso, moradores de Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Bertioga, Santos, São Vicente e Guarujá terão que conviver com a interdição de vias e os canteiros de obras. "Trata-se de um período de transição. As equipes se esforçarão ao máximo para reduzir os transtornos, e o benefício será muito grande", defende Alckmin.
No dia anterior, Alckmin havia anunciado outro pacote de obras, desta vez rodoviárias, avaliadas em R$ 846 milhões. A intenção seria duplicar e recuperar 3,5 mil km de estradas do Estado.
Apesar de ser cotado para tornar-se candidato à Presidência da República pelo PSDB, Alckmin nega que o anúncio das obras tenha cunho eleitoral. "Gostaria de ter assinado este projeto [referente à Baixada Santista] no ano passado, mas não foi possível. Tem coisas que só serão assinadas no ano que vem", disse.

Esgoto
O chamado Programa de Recuperação Ambiental da Região Metropolitana da Baixada Santista pretende elevar a média na captação de esgoto de 56% para 95% em grande parte da região.
A previsão é que sejam criados cerca de 53 mil empregos diretos e indiretos. Segundo Alckmin, a orientação é para que a "mão-de-obra local seja privilegiada".
Serão construídos 1.100 km de redes coletoras, 125 mil ligações domiciliares, especialmente em bairros de periferia, além de sete estações de tratamento de esgotos.


28/04/2005

Fonte: Folha On Line

 

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