75% das obras prioritárias do Paraná não têm nem projeto básico


Uma lista de obras prioritárias feita pelo governo e pela sociedade civil. É a isso que se resume o planejamento da infraestrutura do Paraná hoje, amargando a falta de projetos para tirar as obras do papel. De acordo com uma estimativa feita pela Gazeta do Povo, das 55 obras fundamentais para amenizar gargalos e promover o desenvolvimento da economia paranaense, apenas 14 têm projetos prontos ou estão em alguma fase de execução.
Embora ainda não esteja funcionando, o Ban­­­co de Projetos do Fó­­­rum Permanente de Desen­­­vol­­­vimento estima que o Paraná precise de R$ 400 milhões para viabilizar o detalhamento técnico das obras mais importantes do estado e de R$ 7 bilhões para concretizá-las: portos (R$ 1 bi); aeroportos (R$ 1 bi); rodovias (R$ 2 bi); e ferrovias (R$ 3 bi). “Em média, o projeto custa de 5% a 8% do valor total da obra”, explica João Arthur Mohr, do Conselho de Infraestrutura da Federação das Industrias do Estado do Paraná (Fiep).
Especialistas e representantes do setor produtivo afirmam que a existência de um projeto é meio caminho andado para conseguir recursos e viabilizar as obras. Para o assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, embora eles custem caro e ainda corram o risco de não serem amparados pelo governo federal, é obrigação do estado tê-los em mãos. Hoje, contudo, “não existem projetos, mas intenções”, afirma Camargo.
Atraso
É somente agora, na passagem do segundo para o terceiro ano do atual governo, é que começam a surgir algumas iniciativas. O Porto de Paranaguá projeta investir R$ 7,7 milhões em projetos executivos.
No modal rodovia, uma série de obras em trechos estaduais no interior do estado, litoral e região de Curitiba está em fase de licitação dos projetos. O governo também negocia com as concessionárias a duplicação em trechos importantes das rodovias.
Muitas dessas obras são reivindicações antigas. Um exemplo é a ferrovia que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, passando por Guaíra, Cascavel e Guarapuava. A obra correu sérios riscos de ficar de fora do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Um dos motivos alegados pelo governo federal foi a falta de um projeto que comprovasse a viabilidade do investimento.
Na ocasião, representantes do governo do estado foram a Brasília com um anteprojeto do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) em mãos para negociar a inclusão do ramal no PIL. “O anteprojeto do IEP foi o que nos ajudou”, admitiu o secretário de Infraestrutura e Logística (Seil), José Richa Filho. A ministra Gleisi Hoffmam chegou a afirmar que existiam chances de modificar o projeto e que o governador Beto Richa seria bem-vindo em Brasília. “Se tiver um projeto para apresentar que seja convincente, eu aposto que ela [Dilma] atende”, disse ela na ocasião.
Governo do estado conta com dinheiro do BNDES para viabilizar obras nas rodovias estaduais e está negociando com as concessionárias obras nos trechos pedagiados.


20/01/2013

Fonte: Gazeta do Povo - Economia

 

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