Virou passado a batalha de deputados e senadores para destinar e liberar recursos para hospitais e escolas por meio das emendas ao Orçamento. Em 2010, o Turismo liderou emendas individuais. O motivo eleitoreiro por trás da atração orçamentária é fácil de explicar: o ministério tem uma verba destinada a financiar "eventos" de promoção de turismo que sai sem licitação e em até dois meses depois de autorizado o pagamento da emenda do parlamentar.
O resultado é que neste ano eleitoral, recursos para shows e festas populares multiplicaram por oito. Os números chamaram a atenção da CGU (Controladoria Geral da União), que decidiu intensificar a fiscalização ao contabilizar R$ 679,5 milhões para custear festas e shows em 2010, frente aos R$ 962 milhões destinados à saúde.
Na rubrica para "eventos promocionais", a proposta original do Ministério do Turismo previa apenas R$ 32,5 milhões - o restante, R$ 929,5 milhões, foi engordado com emendas paroquiais dos parlamentares. Para o orçamento da sucessão do presidente Lula, deputados e senadores apresentaram nada menos que 1.350 emendas no setor de Turismo, a um custo global de R$ 1,7 bilhão - valor dez vezes maior que os R$ 162,4 milhões que os parlamentares reservaram ao Ministério do Turismo, em emendas individuais ao Orçamento de 2005.
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