Reurbanização do Dna Marta sai do papel e esta em fase de licitação


Obras do projeto, anunciado em 2000, começam em maio e levarão benefícios como um plano inclinado à comunidade.
Depois de quatro anos engavetado, o projeto de urbanização do morro Dona Marta, em Botafogo, vai finalmente sair do papel. Anunciada em 2000, como fruto de um convênio entre a prefeitura e o governo do estado — nas gestões de Luiz Paulo Conde e Anthony Garotinho, respectivamente —, a urbanização da favela, hoje com 1400 casas e quase oito mil moradores, foi arquivada por seus sucessores. Agora vice-governador, Conde transformou o projeto num investimento só do estado, que está liberando R$ 25 milhões para as obras.

Em fase de licitação, obras vão demorar 18 meses.

Divididas em quatro etapas — intervenções na quadra esportiva e cultural, construção de um plano inclinado, contenção de encostas e saneamento, além da melhora nas habitações — as obras já estão em fase de licitação. Elas começam em maio e estão previstas para durar 18 meses.

— Se o prefeito quiser ajudar, que ajude. Ninguém está disputando espaço. Mas aquela comunidade não tem Favela-Bairro, e nada impede que o estado atue ali, como faz no resto do Rio, dando casas para quatro mil pessoas saírem de áreas de risco, por exemplo — disse Conde, ao reapresentar o projeto em reunião ontem com o subsecretário de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Magalhães, a arquiteta Fernanda Salles e representantes da associação de moradores do Dona Marta.

— Não houve grandes mudanças no que foi projetado, só adequações — acrescentou Fernanda Salles.

Com a reurbanização, os moradores do Dona Marta vão finalmente ter o plano inclinado de 160 metros de desnível (equivalente a 55 andares) e com cinco estações que tanto reivindicaram, para melhor se locomover e poder recolher o lixo das partes mais altas da comunidade. A estação inicial será na Rua Marechal Francisco de Moura, onde funcionava uma lavanderia já desapropriada pelo estado. A última delas, no topo do morro, ficará perto do mirante Dona Marta. Ali será aberta uma rua que dará continuidade à Rua Osvaldo Seabra, possibilitando o trânsito de automóveis e o acesso de serviços públicos, como caminhões da Comlurb.
Todas as cerca de 50 casas construídas no topo da favela serão demolidas para que a área seja reflorestada. Para reassentar os moradores que serão desapropriados, está prevista a construção de cerca de vinte prédios de dois a três andares em pontos espalhados pelo morro. No total, serão aproximadamente duzentas novas unidades habitacionais.

— Dar garantia que estas áreas reflorestadas não serão invadidas é difícil — admitiu o vice-governador.

— Mas a comunidade costuma respeitar os limites. E vamos conscientizar os moradores de que as áreas não devem ser novamente ocupadas — garantiu Woney Lopes, diretor da associação de moradores, que participou da reunião ao lado da presidente, Eliane dos Santos, e da vice, Regina Rocha.

Quatro quadras esportivas do morro serão reformadas
Fernanda Salles — cujo escritório de arquitetura ganhou o concurso de projetos para a reurbanizar a comunidade, há quatro anos — planejou prédios que mantenham as lages na cobertura, uma tradição que funciona como uma espécie de quintal para os moradores. De acordo com o projeto, todas as casas de madeira vão ser trocadas por habitações de alvenaria. As outras passarão por reformas ou apenas pintura.
Os moradores também serão beneficiados por melhorias nas outras três quadras da comunidade, e não só na mais conhecida, onde ensaia a Mocidade Unida do Santa Marta. Numa delas haverá uma espécie de vila olímpica, com pista de atletismo, campo de futebol, pista de skate, quadra polivalente e vestiários. Também estão previstos quiosques nas estações finais do plano inclinado.


22/04/2004

Fonte: O Globo

 

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