Governo Investirá na Construção Civil


BRASÍLIA. A redução de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2003, divulgada sexta-feira passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vai esquentar a agenda da área econômica esta semana. No mais tardar até amanhã, por exemplo, o governo anunciará medidas na área de construção civil. O ponto forte da nova estratégia estará na área de habitação, que será agraciada com a liberação de mais verbas, de reforço no crédito imobiliário e de mais garantias para os mutuários.

Mas o governo não deverá apenas anunciar medidas. Terá também que continuar se explicando em várias frentes. O resultado negativo do PIB do ano passado deixou descontentes, por exemplo, os membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Isso porque, embora o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tenha anunciado numa reunião do CDES, no fim do ano passado, que 2004 seria voltado à microeconomia, os integrantes do conselho insistem em dizer que os assuntos da macroeconomia não foram esgotados.

Agora, os integrantes do CDES exigem a presença de Palocci e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para que o tema seja novamente debatido.

Construção civil deverá
ter melhor desempenho

O secretário-executivo do CDES, ministro Jaques Wagner, já admite convidar os principais integrantes da equipe econômica para uma reunião do conselho antes mesmo do próximo dia 11, quando haverá uma reunião para discutir a nova política industrial.

— A política de juros é como um jogo de varetas. A mais importante é a preta, que vale mais pontos. Mas não adianta puxar a preta, pois se ela não for mexida com cuidado, desarruma o jogo todo. Tudo está sendo feito na medida certa — disse Jaques Wagner.

Por sua vez, a Câmara de Política Econômica, que tinha na pauta da reunião da próxima quarta-feira apenas a apresentação da nova política industrial, tecnológica e de comércio exterior, pretende ampliar a gama de assuntos a serem discutidos. Serão incluídos temas como a ameaça da volta da inflação e a suspensão da trajetória de queda da taxa de juros.

— Os principais índices de preços que estão saindo nesta última semana de fevereiro já estão arrefecendo e, portanto, isso vai possibilitar uma mudança da avaliação do Banco Central. Já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), se os indicadores assim permitirem, essa política vai ser revista, mesmo porque juros elevados pesam na dívida e prejudicam sua relação com o Produto Interno Bruto — previu o chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, José Carlos Miranda.

Paralelamente ao debate interno do governo, crescem as pressões dos empresários para a retomada da queda dos juros pelo Copom. Por isso, além da discussão institucional, o governo está em busca de novas medidas para aquecer a economia. Outras ações para acelerar o crescimento ainda durante este semestre e tentar fazer um contraponto ao mau desempenho da economia do ano passado estão sendo preparadas para as próximas semanas. Uma das principais tarefas, agora, é dar provas explícitas — e de forma bastante enfática — de que os tempos de recessão ficaram mesmo para trás.

Ainda para revigorar a construção civil, setor que mais sentiu a contração dos investimentos em 2003, uma das apostas do governo é a aprovação das parcerias público-privadas, as PPPs. O governo vai investir no projeto no Congresso para que os técnicos possam trabalhar desde já nas licitações de obras pesadas para recuperar a produção e o emprego.

— Este ano, a construção civil terá um desempenho melhor — disse José Carlos Miranda.


01/03/2004

Fonte: O Globo

 

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