Furnas abrirá licitação para obras de R$ 400 milhões


Belo Horizonte - Verba será usada em linha de transmissão e modernização de usinas. O presidente de Furnas Centrais Elétricas, José Pedro de Oliveira, anunciou ontem em Belo Horizonte o destino de R$ 400 milhões do orçamento de R$ 1 bilhão que a geradora de energia prevê para investimentos em 2003. Em abril ou maio, serão abertas licitações para obras de modernização e reformas de turbinas da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes e a Usina Luiz Carlos Barreto de Carvalho, antiga Hidrelétrica de Estreito, ambas administradas por Furnas e que, juntas, irão demandar R$ 250 milhões. Pela primeira vez no setor elétrico, poderão participar das licitações empresas dos países membros do Mercosul, conforme prevê o novo modelo do setor. Os outros R$ 150 milhões serão aplicados em linhas de transmissão entre Ouro Preto (MG) e Vitória (ES).

O presidente de Furnas informou que em Mascarenhas de Moraes, situada no rio Grande, próxima a cidade de Ibiraci, Sul de Minas, com capacidade de geração de 476 MW, as obras custarão R$ 100 milhões. Já em Estreito, também no rio Grande, situada na cidade de Franca, na divisa de Minas Gerais e São Paulo, com capacidade de 1.050 MW, os aportes são da ordem de R$ 150 milhões.

Sobre o outros investimento, o executivo disse que já começaram as obras de construção da linha de transmissão Ouro Preto-Vitória, numa extensão de 370 km. Os recursos para o empreendimento chegarão a R$ 380 milhões no total, sendo R$ 150 milhões apenas neste ano. A previsão é de que as linhas estejam prontas já no primeiro trimestre de 2005, ano em que os investimentos serão completados.

Oliveira esteve reunido ontem com empresário do setor elétrico mineiro na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e adiantou que Furnas apurou lucro líquido de cerca de R$ 850 milhões em 2003. O balanço oficial dos resultados contábeis da empresa será divulgado até abril. No encontro de ontem, ele debateu com os empresários a atual situação do setor elétrico nacional e as oportunidades futuras de investimentos nesta área, dentro do Programa de Parceria Público-Privada (PPP). "Daqui para frente, todos nossos investimentos terão como diretrizes as leis da PPP", disse.

Para Oliveira, essas parcerias podem viabilizar a entrada de Furnas do capital da Usina Serra do Facão, controlada por consórcio liderado pela Alcoa e pelo grupo Votorantim. "Mas, estamos em fase de namoro e ainda não saiu casamento", disse.

Ofertas públicas de energia

Segundo ele, a ampliação de linhas e os possíveis investimentos em geração não serão atingidos pelo fato de a empresa estar encontrando dificuldades para negociar a energia que, por lei, ficou sem contrato em janeiro. "Até o final de 2004 acredito que 50% de nossa energia vai estar sem contratos, o que não nos preocupa, pois o novo modelo nos permite leiloar a energia, vender a prazo e fazer ofertas públicas", disse.

Oliveira também anunciou mudanças no edital para as obras de Estreito. Ele disse que as empresas do Mercosul poderão participar da licitação, o que, na sua opinião, cria novas condições de concorrência para as empresas nacionais. A empresa que seria beneficiada com esta abertura é a argentina Industrias Metalúrgicas Pescarmona S/A (Impsa), que segundo Oliveira, possui uma das melhores tecnologias em equipamentos de geração e turbinas, e que até então somente fornecia para o Brasil componentes metal-mecânicos para as usinas hidrelétricas.

O vice-presidente da Fiemg e presidente do Conselho de Infra-Estrutura e Privatização da entidade, Petrônio Machado Zica, destacou a parceria entre o consórcio mineiro - composto pela Delp Engenharia, Orteng, Toshiba e Macorim - e a Impsa. Ele lembrou que o consórcio já construiu a Usina de Funil, no rio Grande, com capacidade para produzir 180 MW, e que agora poderá se beneficiar da tecnologia avançada da Impsa na concorrência para a modernização de Estreito.


17/02/2004

Fonte: Gazeta Mercantil

 

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