Análise das ordens bancárias emitidas pelo Governo do Distrito Federal revelam pagamentos ocultos para empresas de publicidade. Ordens bancárias obtidas pela Folha mostram que pelo menos cinco empresas foram beneficiadas com repasses de recursos públicos sem participar de licitação.
Entre elas está a AB Produções, produtora de vídeo que fez a campanha eleitoral de José Roberto Arruda (sem partido) em 2006 e alugou a sede do governo de transição segundo Durval Barbosa, autor das denúncias do mensalão do DEM.
Barbosa também gravou o dono da AB, Abdon Bucar, reclamando do atraso no pagamento de R$ 750 mil "com o PFL" (nome antigo do DEM).
A Folha teve acesso a ordens bancárias que mostram o caminho do dinheiro. Primeiro, os recursos caem na conta de vencedoras de concorrência pública, contratadas oficialmente para cuidar da publicidade. Elas subcontratam outras empresas, algumas indicadas por membros do próprio governo.
Entre janeiro e março deste ano, a AB recebeu desse esquema cerca de R$ 290 mil repassados pela AV Comunicação e Marketing em apenas quatro ordens bancárias. Bucar não respondeu à Folha.
O GDF informou, por meio da assessoria de imprensa, que o contrato permite que as agências de publicidade contratada busquem fornecedores no mercado, pois os editais não exigem que elas tenham, por exemplo, produtora de vídeo própria.
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